Arquivos de September 2007

Quem observou o mercado apenas no fechamento do mês nem vai perceber o “stress” pelo qual ele passou ao longo de agosto. A volatilidade (oscilações) veio para níveis elevados (vide gráfico abaixo), porém ficou abaixo das oscilações nas últimas crises (Maio/06, Abril/04 e Setembro/02).
Vol Ibov Vol Dow

Podemos verificar que o mercado financeiro está tendo picos de volatilidade menor, este evento pode ser notado também no gráfico do índice Dow Jones o que nos leva a crer que a calmaria da economia mundial vem se refletindo no mercado financeiro e este susto que levamos ao longo do mês de agosto é algo normal.
E daqui para frente?

Essa é uma pergunta que todos estão se fazendo e o que posso concluir é que o mercado imobiliário americano não deve ser motivo de preocupação, pois outros fatores podem vir à tona e acabar com a calmaria mundial:
+ Baixa taxa de poupança dos americanos;
+ Continuidade dos Déficits Fiscal e Comercial dos EUA;
+ Inflação Chinesa em alta;

Esses são todos os problemas maiores, mas que ainda é muito incerto prever quando irão influenciar as decisões dos investidores. Agora o que é certo, é que os investidores poderão gastar muito tempo tentando descobrir quando essas supostas crises irão estourar e ainda não conseguirão acertar, portanto, investidores de Longo-Prazo podem dormir tranqüilos, desde que tenham suas carteiras bem diversificadas em investimentos eficientes

Muito está se falando que o valor dos imóveis vai subir ainda mais e para tentar tirar essa dúvida efetuamos uma pesquisa de preços em algumas cidades.

Preço de Imóveis

Observações:
+    Surpreendeu-nos o fato de que casas em condomínio fechado em Curitiba estão mais caras do que em São Paulo – uma casa na Granja Viana em São Paulo dificilmente custa mais do que R$ 1,8 mil o m², porém diversos condomínios residenciais na região do Parque Barigui (Curitiba) estão sendo comercializados por R$ 2 mil/m² de uma casa.
+    Apartamentos ainda são mais caros em São Paulo, quando comparados com a capital paranaense, mas a diferença não é muito grande (lembramos que na capital paulista sempre se fala m² de área privativa e por isso parecem ser muito mais caros).
+    Devido à queda do dólar e a redução de aproximadamente 5% nos preços dos imóveis nos EUA, o valor do m² em Orlando, por exemplo, já não é tão mais caro do que foi no passado.
+    Casas em Santiago estão no mesmo padrão de preços do Brasil.
+    Casas de elevado padrão, no México, são 45% mais caras do que em nosso país.

A Demanda por imóveis vai aumentar?
Sim, com a queda da taxa de juros e a estabilidade da economia fica mais fácil vender porque o valor da prestação cai e o crédito aumenta.

A Oferta de imóveis vai aumentar?
Sim, o mercado financeiro sabe que a procura está em alta e despejou muito dinheiro no caixa das empresas do ramo (dezenas de bilhões, através de emissão de ações e empréstimos).

Conclusão:
A curva de alta pode não ter chegado ao topo, mas os preços dos imóveis não deverão subir fortemente, porém para o investidor, o imóvel vai voltar a desempenhar um papel fundamental em sua composição dos investimentos, pois o mesmo agora rende mais do que a renda fixa.
Se eu alugar um imóvel por 8% ao ano (0,8% ao mês por 10 meses por ano) e o mesmo apenas acompanhar a variação da inflação, eu terei um ganho total de aproximadamente 12% ao ano, se considerarmos inflação de 4% ao ano, e a taxa SELIC, como todos sabemos, já está em 11,25%.
Terrenos parecem ter um maior potencial de alta porque as construtoras estão atrás de áreas para construir.