Arquivos de May 2009

O mercado financeiro surpreendeu positivamente e o otimismo tomou conta das mais variadas aplicações.

O mercado de ações subiu mais de 12% no mês.

A taxa de juros projetada para janeiro/2010 caiu para 9,2% ao ano.

Fundos Imobilários sobem aproximadamente 25% nos últimos 3 meses.

O Dólar recuou 10%.

O risco brasil despencou 17%.

Os títulos públicos pré-fixados (LTN) e indexados ao IPCA (NTNB) subiram 1,7% e 7% aproximadamente, apenas neste mês.

No exterior, a maior mudança foi a abrupta queda na taxa LIBOR (taxa de juros do mercado interbancário, equivalente ao nosso CDI) desde o ápice da crise, em outubro de 2008.

Havia comentado em outros “posts” que o dinheiro do mundo estava represado nos títulos públicos norte-americanos e começaria a voltar para seus devidos lugares. Está acontecendo justamente isso e o Brasil como, atualmente, é um dos países em crescimento mais estável do mundo, o dinheiro está vindo e fazendo nossos mercados alcançarem os atuais níveis.

Vai subir mais? Não sei, mas acho que a liquidez atual pode ser superior ao valor antes da crise, ou seja, como o dinheiro manda no mercado, pode continuar subindo em um bom ritmo.

Bons Investimentos,

Raphael

por Álvaro L. Baú

            Fácil não é, mas é necessário! Deixemos de lado por alguns instantes a nossa empresa e nosso lado profissional. Foquemos nossa vida pessoal.

            O que ganhamos (salário, remuneração, pró-labore, etc.) é suficiente para cobrir todas as despesas do mês e, principalmente, é suficiente para oferecer uma estabilidade financeira? Com o que ganhamos, conseguimos cumprir nossos compromissos financeiros?

             Independente da resposta, a cada dia torna-se mais importante a elaboração de um orçamento familiar, com a delimitação de metas e objetivos. A disciplina, entendida como o cumprimento rigoroso do planejamento realizado, é fundamental neste processo.

             Como as famílias podem planejar seu orçamento incluindo mesadas para os filhos? E controle financeiro para fazerem jus a todos os compromissos, como mensalidades escolares, de que forma controlar? Quem deve preparar este orçamento? Como deve ser feito? Com que freqüência deve-se dar atenção a ele?

              A resposta pode estar na organização financeira. Sem dúvida alguma, o orçamento familiar deve ser preparado pelo “responsável financeiro” da família.  Esta pessoa, em conjunto com o restante da família, deve estabelecer objetivos comuns (e nada melhor do que uma conversa franca para isso), assim todos estarão engajados, comprometidos e cientes de suas responsabilidades.

             Para a elaboração do orçamento, basta identificar para onde nosso dinheiro está indo, e para descobrir, nada melhor do que a identificação de todas as despesas domésticas, desde o xampu do cachorro até a prestação do financiamento imobiliário.

              Então, siga os seguintes passos:

I. Projete todas suas fontes de receita para um período de 12 meses (janeiro a dezembro). Exemplo:

II. Identifique todas suas despesas fixas e despesas eventuais. Projete estas despesas para um período de 12 meses (janeiro a dezembro). Exemplo:

III. Faça um balanço entre receitas x despesas mensais. Para uma melhor estabilidade financeira, reserve parte da sobra de caixa para a realização de investimentos. Se não houver sobra de caixa, identifique os gastos que podem se reduzidos ou “cortados”.

            Dados de uma pesquisa, realizada pela Fundação Getúlio Vargas, demonstram que os usuários da rede privada de ensino, gastam em média, 23,17% do orçamento familiar com transporte, 11,56% com habitação, 11,41% com alimentação no domicílio, 9,11% com educação, 8,79% com despesas pessoais, 5,33% com roupas e calçados, 5,28% com artigos de residência, o que demonstra uma enorme “competição” entre o gasto com educação e demais despesas cotidianas de uma família. Destacando que o gasto com educação está apenas em 4° lugar na ordem de gastos (maiores informações em www.fenep.com.br).

              Mudar nossa cultura não é nada fácil, mas nada melhor que um bom diálogo com a família para o estabelecimento de prioridades. Certamente, no momento em que as metas forem atingidas, todo sacrifício terá valido a pena.

              Resista às tentações cotidianas. Priorize a educação. Só assim conseguiremos atingir o equilíbrio financeiro e preparar melhor nossos filhos para o futuro.

 

Álvaro L. Baú, administrador e contador, atua na área de assessoria financeira.

Ibovespa chegou nos 52mil pontos. No dia 15 de janeiro, escrevi que a bolsa deveria vir para 48 mil, mas subiu mais rápido do que imaginava.

Olhando o mercado agora tenho duas visões:

1. Algumas empresas como a maioria das elétricas, alguns bancos e talvez a Petrobras parecem não estar mais tão baratas como estavam há três meses, quando convoquei as pessoas a cantar mantras de compra de ações. Ou seja, o investidor pode agora, diminuir um pouco a sua parcela de investimentos no mercado de renda variável (principalmente se comprou mais ações no início do ano) e ser mais criterioso na escolha de empresas que pretende ficar sócio.

2. Essa é mais complexa: A crise acabou?

Eu acredito que crise não acaba nunca, elas vão e voltam. Porém, o risco do sistema financeiro mundial ruir ACABOU. E como as bolsas antecipam os movimentos da economia real, a ausência de uma grande depressão econômica no horizonte fez com que o mercado de ações se recuperasse.

Entretanto, agora veremos outra crise no horizonte: Crise de confiança no tesouro americano, queda no dólar e volta da inflação mundial. Como e quando isso ocorrerá eu não tenho idéia. Qual será o impcato também não sei ainda, mas vê-se uma nova nuvem se formando.

“Lidar com incertezas…” Não é Enio? Se o leitor não compreendeu esse comentário, leia o texto abaixo sobre Risco Operacional.

Por isso eu admiro a Vela . . .  Investimentos é como velejar. Tempestades não acabam definitivamente, elas vão e voltam. Quem viu minha palestra na Expomoney Curitiba deste ano sabe do que estou falando.

Raphael Cordeiro, CFP, CNPI

por Enio Ribeiro

         Lidar com a incerteza e analisar riscos sempre foram características muito fortes da atividade bancária. A globalização, a pressão competitiva do sistema financeiro e o desenvolvimento tecnológico estão tornando as atividades bancárias e seus riscos cada vez mais complexos e, sobretudo em um momento em que as atenções de grande parte da sociedade encontram-se voltadas para a crise mundial e seus desdobramentos, o gerenciamento de riscos operacionais e a governança corporativa vêm novamente à tona.

          Embora sempre estivesse presente nos negócios, tanto em instituições financeiras quanto nos demais tipos de empresas, a expressão “risco operacional” ganhou especial significado após alguns desastres financeiros na década de 90 (Bankers Trust - 1994, Credit Lyonnais - 1994, Barings - 1995, Daiwa Bank - 1995, Nacional - 1995, Sumitomo - 1996, para citar alguns), o que levou os órgãos reguladores à conclusão de que não era suficiente para a indústria financeira gerenciar corretamente apenas os riscos de crédito e mercado havia também a necessidade de manter sob controle os riscos operacionais. Por definição, risco operacional é o risco de perda direta ou indireta, resultante de inadequações ou falhas de processos internos, pessoas, sistemas e/ou eventos externos e é inerente a todas as unidades da instituição.

          Ao contrário dos outros riscos, os quais são gerenciados de forma centralizada, o gerenciamento dos riscos operacionais é de responsabilidade de cada unidade, esta tem o dever de identificar, avaliar e classificar seus riscos operacionais, estimulando uma cultura organizacional adequada de riscos. O fator “pessoas” tende a ser a origem da maioria das perdas operacionais que inevitavelmente surgem, seja por erro ou intenção, por isso cada colaborador é responsável pelo gerenciamento dos riscos operacionais através da garantia do cumprimento de normas e políticas de procedimentos internos e da qualidade do trabalho exercido. Todos nós devemos estar cientes desta responsabilidade e darmos nossa parcela de contribuição para a eficiência do gerenciamento de riscos operacionais.

          Em momentos de turbulência surgem grandes oportunidades de melhoria, por isso devemos aproveitar este momento para aumentarmos nossa vantagem competitiva através da redução de perdas operacionais aumentando nossa reputação junto aos clientes, investidores e reguladores, alinhando assim, a relação risco-retorno à estratégia da organização.

          A disciplina na gestão de riscos operacionais é fundamental para o progresso da nossa organização e contribui com a responsabilidade social corporativa por meio de incentivo ao comportamento ético e socialmente responsável, evitando condutas indesejadas ou inadequadas.

Enio Ribeiro é engenheiro, gerente de risco operacional

O Ibovespa fechou com forte alta no mês de abril + 15,5%. Em maio já sobe 9%. O que está acontecendo?

A crise de crédito internacional acabou. Pelo menos, é isso que indica a taxa Libor (taxa de juros do mercado interbancário internacional) e o TED Spread (diferença entre a taxa Libor e a taxa dos títulos norte-americanos de curto prazo, T-Bill). Este está no nível mais baixo desde o 1o trimestre do ano passado e demonstra que a confiança do investidor voltou ao mercado interbancário, ou seja, um banco está confiando que o outro pagará seus compromissos. Como esse mercado é o “atacado” do crédito, o dinheiro volta a fluir. 

Fonte: Omar Camargo Corretora

Sequência da crise:

Desconfiança nas instituições financeiras >>> Falta de crédito >>> queda no preço dos ativos >>> Alta do Juros interbancário (LIBOR) >>> Inundação de dinheiro pelos Bancos Centrais >>> volta da confiança >>> queda nos juros interbancário >>> apreciação dos ativos e possível inflação

Estamos nesta última fase e o dinheiro que estava represado nos títulos norte-americanos voltam para os outros mercados (UM DELES É A BOVESPA). Entraremos, agora, em uma etapa onde a inflação dos países desenvolvidos ditará as regras. Protejam-se, mas lembrem que a melhor defesa é o ATAQUE.