por Álvaro L. Baú
Fácil não é, mas é necessário! Deixemos de lado por alguns instantes a nossa empresa e nosso lado profissional. Foquemos nossa vida pessoal.
O que ganhamos (salário, remuneração, pró-labore, etc.) é suficiente para cobrir todas as despesas do mês e, principalmente, é suficiente para oferecer uma estabilidade financeira? Com o que ganhamos, conseguimos cumprir nossos compromissos financeiros?
Independente da resposta, a cada dia torna-se mais importante a elaboração de um orçamento familiar, com a delimitação de metas e objetivos. A disciplina, entendida como o cumprimento rigoroso do planejamento realizado, é fundamental neste processo.
Como as famílias podem planejar seu orçamento incluindo mesadas para os filhos? E controle financeiro para fazerem jus a todos os compromissos, como mensalidades escolares, de que forma controlar? Quem deve preparar este orçamento? Como deve ser feito? Com que freqüência deve-se dar atenção a ele?
A resposta pode estar na organização financeira. Sem dúvida alguma, o orçamento familiar deve ser preparado pelo “responsável financeiro” da família. Esta pessoa, em conjunto com o restante da família, deve estabelecer objetivos comuns (e nada melhor do que uma conversa franca para isso), assim todos estarão engajados, comprometidos e cientes de suas responsabilidades.
Para a elaboração do orçamento, basta identificar para onde nosso dinheiro está indo, e para descobrir, nada melhor do que a identificação de todas as despesas domésticas, desde o xampu do cachorro até a prestação do financiamento imobiliário.
Então, siga os seguintes passos:
I. Projete todas suas fontes de receita para um período de 12 meses (janeiro a dezembro). Exemplo:

II. Identifique todas suas despesas fixas e despesas eventuais. Projete estas despesas para um período de 12 meses (janeiro a dezembro). Exemplo:

III. Faça um balanço entre receitas x despesas mensais. Para uma melhor estabilidade financeira, reserve parte da sobra de caixa para a realização de investimentos. Se não houver sobra de caixa, identifique os gastos que podem se reduzidos ou “cortados”.
Dados de uma pesquisa, realizada pela Fundação Getúlio Vargas, demonstram que os usuários da rede privada de ensino, gastam em média, 23,17% do orçamento familiar com transporte, 11,56% com habitação, 11,41% com alimentação no domicílio, 9,11% com educação, 8,79% com despesas pessoais, 5,33% com roupas e calçados, 5,28% com artigos de residência, o que demonstra uma enorme “competição” entre o gasto com educação e demais despesas cotidianas de uma família. Destacando que o gasto com educação está apenas em 4° lugar na ordem de gastos (maiores informações em www.fenep.com.br).
Mudar nossa cultura não é nada fácil, mas nada melhor que um bom diálogo com a família para o estabelecimento de prioridades. Certamente, no momento em que as metas forem atingidas, todo sacrifício terá valido a pena.
Resista às tentações cotidianas. Priorize a educação. Só assim conseguiremos atingir o equilíbrio financeiro e preparar melhor nossos filhos para o futuro.
Álvaro L. Baú, administrador e contador, atua na área de assessoria financeira.