Arquivos de September 2009

Ano que vem, teremos eleições no Brasil e algo que tem me despertado interesse especial é qual será o próximo passo do atual presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles. Em 2002, ele foi eleito deputado federal pelo PSDB no estado de Goiás, mas renunciou ao cargo para substituir Armínio Fraga na presidência do BACEN, a convite do presidente Lula.

Apesar de ter ido para uma área técnica, nunca escondeu seu desejo de ingressar de fato na política, porém acredito que o maior benefício que poderia levar aos brasileiros é assumir um cargo executivo. O Brasil carece de governantes executivos e sua competência é inquestionável… tão inquestionável que o PT pode estar sondando-o para ser vice-presidente de Dilma ou, no mínimo, ministro da fazenda.

O Brasil teve um dos melhores Bancos Centrais do mundo durante os anos de Armínio e Henrique e poderá agora ter os melhores anos de desenvolvimento econômico de toda sua história… estranho pensar nisso, mas contra dados, não há argumentos.

Democracia consolidada, lei de responsabiliade fiscal, política monetária estabilizada, bom nível de alfabetização, commodities em alta, empresas multinacionais líderes em seus segmentos, mercado de capitais desenvolvido, juros baixos, grau de investimento, risco país inferior a média e elevado volume de reservas internacionais são algumas das razões que nos faz acreditar que nossos filhos terão boas oportunidades de desenvolvimento nas próximas décadas.

Espero, realmente, que um executivo com experiência em gestão e economia de mercado tenha um papel importante no próximo governo.

Moral da história: “Nunca diga nunca.”

PS: Calma leitores liberais, foi apenas uma suposição.

Olá leitores do Blog,

Apesar de ser administrador e não economista, gostaria de colocar aqui meu prognóstico do PIB para este ano.

Acredito fielmente que veremos crescimento econômico em 2009, de aproximadamente 1%. Como cheguei nesta conclusão?

O PIB é formando por: Consumo, Gastos do Governo, Investimentos e a diferença entre exportação e importação. O Consumo sobe a uma taxa real de aproximadamente 5% (dados do varejo do IBGE de julho), os Gastos do Governo aumentaram 10% acima da inflação e a exportação continua superando a exportação (de acordo com o Ministério do Desenvolvimento até a 3ª semana de setembro o saldo superava em 10% os dados de 2008). O que caiu muito foram os investimentos, de acordo com o IBGE no 1º semestre recuou 9,8%. Logo, acreditamos que uma variação positiva é condizente com a realidade.

Outra forma para avaliar o PIB é classificando-o conforme os setores. Serviços, Indústria e Agropecuária têm respectivamente os seguintes pesos em nossa economia 66%, 25% e 9%. De acordo com o dados dos respectivos segmentos, o crescimento nominal deverá ser +9%, -2% e +2% respectivamente, logo a economia crescerá 5,62%, porém, parte deste crescimento veio de exoneração fiscal e se retirarmos a inflação, o crescimento real será de aproximadamente 1%.

Claro que meus dados são incertos pelo fato de ser baseado em fatos de parte do ano e projeções, entretanto, tenho certeza que os mais pessimistas terão uma grande decepção.

O Banco Central divulgou nesta semana que sua projeção para o PIB deste ano é de crescimento de 0,8% e o Relatório Focus da semana passada, que colhe dados de dezenas de instituições financeiras, passou a projetar crescimento zero. Aposto que, em no máximo um mês, a projeção passará a ser positiva.

E daí, como isso afeta o seu bolso? A bolsa de valores neste momento está mirando a economia de 2010, que poderá apresentar um desempenho fantástico. Terminaremos 2009 com forte crescimento e entraremos no próximo período com o acelerador no fundo.

Bons investimentos,

Raphael

Como falamos bastante em Tesouro Direto, sugiro que antes de escolher uma corretora ou banco, as pessoas comparem os custos, para isso existe um ranking dos agentes de custódia no site: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/download/ranking/ranking_taxas.pdf

Na semana passada, o Ibovespa, principal índice do mercado de ações da BM&F Bovespa, ultrapassou os 61 mil pontos e encerrou a semana nos 60,7mil. Hoje encerrou em 60,9 mil.

Há alguns meses, venho falando que o IBOV justo está entre 58 mil e 70 mil pontos e portanto havia um desconto muito grande de seu valor, o que representava uma grande oportunidade para os investidores.

Está chegando nesse valor justo e o investidor deve sair do mercado? Não, pois no valor justo corrigirá periodicamente, de acordo com a rentabilidade que consideramos ideal para o mercado de ações, que é algo próximo de 13% ao ano.

Se considerarmos que os lucros das empresas voltaram a crescer a partir de agora, mantendo uma trajetória ascendente por um bom período, pode ocorrer uma apreciação maior do valor justo para o Ibovespa.

Outra motivação que fará com que nos próximos 6 meses o mercado continue em ascenção é o fato de que a economia brasileira apresentará forte crescimento nos últimos trimestres do ano e veremos também uma variação positiva do PIB acumulado no ano, frente ao dados de 2008.

Parabéns investidores que além de não terem saído da bolsa colocaram ainda mais dinheiro no mercado acionário. O correto não é aplicar na baixa? 50%, 60% e 70% de queda é mercado em baixa. Parabéns investidores, parabéns pela coragem, disciplina, confiança e bom senso.

Seguro de vida deveria, na verdade, chamar: “Seguro de morte, para a vida de quem você ama.”

Ele é um seguro que visa atender as necessidades financeiras e econômicas das pessoas que dependem de outrem. O melhor exemplo para ilustrar esse tipo de caso é o de uma família que tem no Pai a única fonte de renda, os filhos estudam em escolas particulares, possuem planos de saúde privado e ainda não compraram uma casa própria.

Em caso de morte do pai, os filhos ficarão sem plano de saúde, terão que mudar para escola pública e não terão a presença da mãe em casa pois ela terá que sair para trabalhar.

Outro bom exemplo é de uma mãe solteira que tem filhos para criar e ainda não acumulou riqueza o bastante para que seus herdeiros possam terminar estudos sem precisar de renda.

Nesses casos, a necessidade de se deixar recursos para a família, no caso de falecimento do provedor, é clara. O fato da probabilidade de morte ser baixa não exclui a necessidade de contratação do seguro, pois o impacto da falta do (a) provedor (a) será enorme para a família que fica.

Quando contratar?

Sempre que tiver dependentes ou estiver planejando ter filhos e seus investimentos deduzidos das dívidas e dos custos de sucessão (ITCMD e honorários advocatícios) oferecer uma renda inferior a necessária para seus dependentes seguirem a vida.

Quanto contratar?

O mais correto é pegar a soma dos recursos que serão despendidos ao longo do tempo e trazer tudo isso ao valor presente, descontando a uma taxa de juros não superior a 5% ao ano. Via de regra, pode considerar 200 vezes os gastos mensais dos seus herdeiros e cônjuges.

Em qual seguradora confiar?

Mais importante do que confiar em uma seguradora é proteger-se legalmente, lendo contratos e preenchendo corretamente o formulário de contratação. Doenças pré-existentes, por exemplo, não costumam ser cobertas, ou seja, se você já teve um infarto e morrer disso no futuro, corre-se o risco da seguradora não pagar o seguro para os beneficiários. Algumas companhias fazem exames médicos antes de emitirem as apólices, o que oferece uma garantia a mais. Contratação de seguro com mais de uma seguradora pode ser uma alternativa, entretanto, isso não exime a necessidade de ler os contratos.

Em breve, darei um exemplo de como calcular o valor necessário da apólice.

Seguro também é investimento, para a sua família.

O mercado de ações subiu mais uma vez em agosto e o CDI (taxa de juros) permanece em seu novo nível. O Ibovespa valorizou 3% e apresentou o 6º mês de alta em 2009.

Tecnicamente, volto a repetir que o IBOV justo está entre 58 mil e 70 mil pontos, ou seja, ainda não há razões para venda de grande parte das ações detidas pelo investidor. Uma tarefa que é recomendável, é verificar se o peso das ações está acima da estratégia inicial do investidor. Por exemplo, se o investidor tinha em janeiro 30% nesse mercado, com a forte alta deste ano, o percentual  passou para aproximadamente 37,5%, o que sugere que venda parte das ações.

………………..Mês            Ano

Ibov            3,15%          50,4%

CDI             0,69%          6,88%

Poupança    0,52%          4,75%

Dólar           1,45%         -19,5%

O Investidor que aplica em Renda Fixa com retorno de 100% do CDI conseguiu, neste mês, as seguintes taxas líquidas de acordo com sua alíquota de IR:

Alíquota - % líquido

22,5%     -    0,53%

20,0%     -    0,55%

17,5%     -    0,57%

15,0%     -    0,58%

Ou seja, quem ganha 100% do CDI, venceu a poupança em qualquer alíquota, entretanto, recomendo atenção para fundos DI e de Renda Fixa, além de CDBs com rentabilidades inferiores a 95% do CDI. Alguns desses estão perdendo para a poupança em qualquer cenário.