Arquivos de November 2009
Já fui fazer algumas visitas a serviços private de bancos com clientes meus. Hoje, novamente fui a uma grande instituição conversar com um Consultor de Investimentos da área Private do banco.
Normalmente, apresentam uma ótima estrutura, com salas amplas e confortáveis.
O Consultor Private começou falando que os produtos do seu segmento são diferenciados e não são oferecidos aos demais clientes da instituição. “Aqui Private apenas acima de 1 milhão, mas para a senhora podemos começar com o valor atual” disse ele, demonstrando que foi bem treinado para vender.
Falou dos fundos que o cliente já havia aplicado… Pasmem, ambos sem histórico. Depois falou de um Fundo Imobiliário que está sendo lançado, que sob o ponto de vista dele, seria uma opção melhor que a NTN-B - para mim essa comparação foi tão boa quanto dizer que um caminhão VOLVO é melhor do que um MINI Cooper.
Depois, ao falarmos de carteira de ações de dividendos, perguntei qual seria o serviço oferecido pelo banco para sugerir ao cliente trocar as ações da carteira, segundo a sugestão dos analistas do banco, disse: “Quando chegar no preço alvo, eles (a equipe de análise) recomendarão venda e ligaremos para a senhora para fazer a troca das ações”. ”Que estranho, carteira de dividendos com estratégias que seguem o preço alvo” comentei. Logo o Consultor de Investimentos Private se retratou dizendo que seu comentário não tinha sido adequado para a carteira de Dividendos, isso valeria para as outras carteiras.
O final foi esplêndido… minha cliente está com quase 90 anos de idade e lhes ofereceram planos de previdência utilizando três justificativas:
1. Na sua falta, o recurso vai sem cobrança do imposto estadual de 4% para os herdeiros. Sr. Consultor, é ITCMD o nome desse imposto, mas o argumento está correto.
2. Não há cobrança do imposto come-cotas, o que é verdade também.
3. O imposto é menor, porque depois de 10 anos a senhora pagará apenas 10% de IR. Nossa, que fantástico… então quando ela tiver 100 anos poderá resgatar o recurso.
Ela esqueceu de comentar que se resgatar em um ano pagará 35% de IR e que a taxa de administração é o triplo da taxa que pagaria em um fundo normal.
Pasmem (mais uma vez), começamos a reunião falando que a cliente está na fase de RENDA, ou seja, precisa dos rendimentos do dinheiro para sobreviver.
PRIVATE UMA OVA!!! As instituições continuam oferecendo o que lhes interessa e utilizando-se de estratégias de marketing “baratas” para manipular os clientes. Onde está a Responsabilidade Social com seus clientes?
Consultores independentes, existe um mercado imenso para vocês explorarem. Resta apenas provar aos clientes que vale a pena lhes contratar.
1- Defina objetivos que considere importante
Pode ser simplesmente a formação de uma reserva, a compra de um apartamento de 100m2 ou a compra de uma casa de 300m2.
Uma boa estratégia para relembrar do seu objetivo é colocar uma foto dele em sua carteira ou em algum lugar que veja com certa freqüência.
2 - Verifique como está sua capacidade de poupança
Anote seus gastos mensais e compare-os com suas despesas, fazendo um orçamento. Pode ser feito através de planilhas eletrônicas, websites de finanças pessoais ou em uma simples agenda, dependendo de como se adaptar melhor.
3 - Maximize sua capacidade de poupar
Tente aumentar sua renda, através de uma promoção no trabalho ou atividades extras fazendo “bicos”. Outra forma de elevar sua poupança é minimizando despesas, verifique os desperdícios para não perder qualidade de vida.
4 - Invista bem o dinheiro poupado
Ver o dinheiro protegido e crescendo promove motivação para que o investidor poupe ainda mais, entretanto, deve-se cuidar para não o expor a riscos elevados. Recomenda-se sempre priorizar a segurança e apenas em seguida avaliar a rentabilidade da aplicação. Quem perde dinheiro poupado costuma justificar o excesso de gastos com esse fato.
Apesar das Bolsas de Valores balançarem ao redor do mundo no final do mês, o fechamento do mercado de ações brasileiro terminou positivo.
Ao longo de outubro, os analistas e economistas consultados pelo Banco Central passou a crer efetivamente, que a economia do Brasil crescerá neste ano e que a taxa de juros subirá para 10,5% ao longo de 2010. O dólar, como não podia ser diferente permaneceu em queda, mesmo após a medida do governo de taxar em 2% a entrada de recursos estrangeiros no país. Sob o meu ponto de vista, essa medida foi efetivamente para elevar as receitas do governo e como desculpa para a população, falou-se que é para conter a valorização do Real.
Um dado que preocupou foram as contas públicas do governo, que apresentaram o pior mês de setembro desde 1991. Poderemos ver uma piora no risco país e consequentemente nos demais ativos como bolsa, imóveis e títulos pré-fixados.
Rentabilidades
CDI………0,69%
IBOV…….0,04%
Dólar……-1,92%
IPC-M……0,03%
Perspectivas: Me parece que as coisas continuarão bem até o final do ano, mas há algo no horizonte, talvez relacionado às contas públicas do Brasil.
Raphael presta serviços de consultoria focado em gestão financeira para pessoas e famílias. Para obter maiores informações poderá acessar o site de sua empresa: 
