Arquivos de February 2010

O Jornal Hoje do dia 23/02, mostrou uma reportagem interessante sobre o valor dos imóveis em diversas regiões do Brasil.

 

Você pode assistí-la, clicando aqui.

Recebi uma pergunta sobre a minha profissão e a certificação CFP (Certified Financial Planner) e resolvi colocar a resposta aqui.

Para quem quer tirar o CFP, existem cursos à distância da BankRisk (http://www.bankrisk.com.br/site/) e da FKPartners (http://www.fkpartners.com/default.asp).


Tirar a certificação não oferece vantagem em relação à regulamentação. Para vender seguros precisa do SUSEP, para vender investimentos precisa do ANCOR, para dar consultoria de investimentos financeiros precisa de registro na CVM e para ser Analista (Relatórios Públicos com recomendações sobre investimentos financeiros) precisa do CNPI - APIMEC e registro na CVM.


Agora, o CFP é uma certificação que vai exigir que estude e amplie seus conhecimentos, além de lhe colocar em outro nível de qualificação. Entretanto o consumidor ainda não a conhece direito.

Alguns clientes chegaram até mim através do site do IBCPF, mas é uma minoria.

Hoje saiu uma matéria no Jornal Valor sobre o assunto intitulada “Brasil precisa descobrir a figura do planejador financeiro“, no caderno EU&Investimentos Acesso exclusivo para assinantes: Acesse aqui

Ontem saiu ótima matéria no jornal Gazeta do Povo sobre as empresas paranaenses e diferenças entre familiaridade e conhecimento das suas ações:

http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?tl=1&id=974159&tit=Paranistas-venceram-Ibovespa

Essa é uma dúvida enorme tanto para os investidores que compram ações quanto para os empreendedores que querem vender ou comprar empresas.

Quando se fala de empresas de capital aberto, como Petrobras, Vale, Bradesco, entre outras, pelo menos há uma boa referência. A soma do preço de todas as ações de uma companhia nada mais é do que o valor da empresa, porém mesmo para essas é necessário fazer uma análise de valor para verificar se ela está sendo negociada com desconto. Quanto maior for esse desconto melhor será para o investidor, pois aumenta-se o potencial de ganhos.

Basicamente existem três metodos:

1 - Patrimônio Líquido a preços de mercado

2 - Múltiplos

3 - Fluxo de Caixa Descontado

O primeiro, Patrimônio Líquido a preços de mercado é a diferença entre o valor dos ativos e passivos com preços atuais. Avalia-se quanto vale cada um dos bens da empresa (estoque, veículos, mobiliário, equipamentos, imóveis, etc) e reduz-se as dívidas (fornecedores, credores, impostos, etc). Esse método não deve ser utilizado para empresas lucrativas que geram valor agregado ao seu ativo, pois a partir dos outros métodos será possível verificar o valor da atividade da empresa.

Na análise por Múltiplos parte-se do princípio que negócios similares devem ter valores similares, ou seja, multiplicando-se dados como Faturamento, Patrimônio Líquido, Lucro e Lajida por um número médio de mercado, será possível identificar o preço da empresa. Esse último, que vem da tradução de EBITDA (Lucro antes de juros impostos depreciação e amortização) do inglês, ganhou notoriedade nas últimas décadas com a globalização dos negócios, pois não leva-se em conta particularidades de países em relação a taxa de juros, impostos e contabilização de depreciação. Entretanto, justamente por essa razão, ele pode ser muito perigoso, já que o governo cobrará seus impostos e o credor cobrará seus juros.

Por último e não menos importante temos o Fluxo de Caixa Descontado que junto ao Múltiplo é o método mais utilizado nas avaliações de empresas. Nesse caso é feita uma projeção do fluxo de caixa livre da empresa para os próximos anos, normalmente entre 5 e 8, e com uma taxa de desconto considerada compatível com o risco que esse negócio representa, traz-se para o valor presente encontrando-se o valor da firma. Basta então reduzir a dívida para encontrar o valor da companhia para o acionista. Entenda por Fluxo de caixa livre o lucro depois do valor destinados a “re-investimentos” na empresa.

Este último é para mim o método mais adequado, mas tem uma grande falha. Por se tratar de uma projeção, com certeza estará errado. Deve-se comparar com os valores dos múltiplos para encontrar a banda de valor do negócio. Jamais existirá em qualquer momento um valor exato, mas uma banda de referência é a melhor forma para negociadores entrarem em um consenso mais facilmente.

Em próximos posts falarei mais sobre o método de Fluxo de Caixa Descontado.

Eu, Raphael Cordeiro, sou analista certificado pela APIMEC (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais) e credenciado na CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Passei nas 4 provas aplicadas pela instituição sem fazer qualquer curso, pois na minha cidade nunca teve aula para analista de investimento, comprando apostilas em Inglês. E afirmo: NÃO CONSIGO PREVER O MERCADO. Na verdade, acredito que NINGUÉM CONSEGUE PREVER O FUTURO.

Gostaria de falar aos quatro cantos: PROFISSIONAIS COMPETENTES E RESPONSÁVEIS NÃO SÃO FUTURÓLOGOS. Para a pessoa que quer saber qual será sua pressão arterial em 10 anos ou como fechará o Ibovespa na semana que vem, o mais indicado é procurar um pai de santo.

Agora que mencionei que não sou futurólogo gostaria de pedir uma coisa: Quando formos discutir o futuro econômico não vamos apenas falar do resultado, mas sim dos dados e informações que nos fazem projetar alguma coisa. O que quero dizer é que, ao invés de discutirmos qual será o dólar, o ibovespa, o PIB, a balança comercial ou a dívida do setor público em uma data específica, vamos conversar sobre os dados que influenciam tais indicadores. Acredito que um bom profissional não é o que dá a resposta certa, mas sim o que faz a melhor pergunta.

Clientes de um empresa de investimentos séria deveriam agir como um paciente de um médico e não como um juiz de direito. Se o paciente não confia no médico deve procurar outro, porém, no mundo das análises, tanto os profissionais quanto os clientes estão anos luz de alcançar a maturidade que encontramos nas decisões relacionadas à saúde. Infelizmente, a saúde financeira está, talvez, na etapa em que a saúde física estava há quase 2,4mil anos quando Hipócrates, o pai da medicina, escreveu seu juramento(http://pt.wikipedia.org/wiki/Juramento_de_Hipócrates ). Muitas informações são passadas por nós aos nossos clientes, porém alguns não parecem compreender que esses dados são trabalhados e analisados e que se alguma discussão for feita, essa deve ser sobre os dados e não sobre o resultado final.

Há alguns meses, o cliente de um colega havia feito reclamações porque a recomendação que ele havia feito ainda não tinha surtido efeito. Fazia 30 dias que o cliente tinha comprado NTN-B e o rendimento estava próximo de zero, entretanto no mês seguinte a valorização do título foi de 5% e o cliente repentinamente passou a idolatrar o consultor perguntando qual seria a melhor opção para o período seguinte. Calma pessoal, ninguém sabe tudo, muito menos o momento em que as coisas acontecerão. Esse não é um comentário que uma pessoa em sã consciência deveria fazer, pois é, boa parte dos investidores não tem consciência nenhuma do que fazem com seu dinheiro.

Então, por que eu ministro palestras, escrevo, dou entrevistas e vendo consultorias sugerindo o que as pessoas devem fazer com seus investimentos? Por que é possível avaliar dados e fatos. Além disso pessoas precisam de ajuda para adequar seus ânimos e aflições às oportunidades que o mercado oferece.

“Tudo que sei, é que nada sei”- o pior é que tem gente que acha que sabe.

A profissão de analista de investimentos é difícil porque muitos ignorantes acreditam que podem fazer o que você faz. Uma pessoa qualquer não pode fazer uma cirurgia ou construir um prédio, mas pode lhe falar qual a melhor estratégia para você ganhar dinheiro no dia seguinte.

A escolha é sua: Quer saber o que fazer com o seu dinheiro? Pergunte ao seu médico ou busque PROFISSIONAIS certificados, com graduação e experiência na área. O resultado virá em pouco tempo.

Eu sou privilegiado por trabalhar com clientes de altíssimo nível, mas quem trabalha eticamente em banco ou em corretora, enfrenta muitos problemas.

Acredito que se faz necessária uma análise isolada por gênero e orçamento ou investimentos.

INVESTIMENTOS

Mulher costuma ser mais cautelosa, o que na média pode trazer ótimos resultados devido a redução de custos de transações e minimização de perdas irreversíveis. Entretando, também existem mulheres “jogadoras”, perfil de pessoas com grande chance de perder seus recursos sistematicamente. A cautela exagerada poderá ser prejudicial se transformá-la em uma medrosa.

Homem costuma ser mais arrojado. Isso incorre em perdas potenciais, porém os ganhos quando ocorrem são expressivos. A confiança do homem na medida certa pode trazer muitos bons frutos, entretanto a arrogância o levará ao fracasso.

ORÇAMENTO

Mulher gasta com mais frequência, o que pode parecer que gasta mais dinheiro, o que não é verdade. Gastar sempre (manicure semanalmente, cabelereiro a cada 15 dias e roupa em cada coleção), não quer dizer necessariamente gastar mais.

Homem gasta com frequência apenas com seus hobbies (futebol, cerveja, pescaria, barco, etc), porém tem uma tendência muito maior de ter brinquedinhos caríssimos como um carro, uma moto, um barco, “home theater”, TV de LED, etc.

Porém, já conheci muitos homens e mulheres perdulários, gastadores compulsivos que jamais experimentaram uma vida com poupança. Ao mesmo tempo que conheço diversas pessoas, independente do sexo, que guardam dinheiro compulsivamente.

RESUMINDO, homens e mulheres são diferentes e um ser perfeito somente será possível com a soma das diferenças. Seja cauteloso ao criticar sua(eu) esposa(marido), escute-a(o) conversem e busquem um consenso.