Arquivos de August 2010

Abaixo tem 6 perguntas de uma entrevista que dei sobre o Consumidor.


Pergunta: Como você avalia o consumidor de hoje com relação ao de antes do Código de Defesa do Consumidor? Ele é mais consciente de seus direitos?

Resposta: Mais criterioso e exigente, sem dúvida alguma.

Pergunta: Você acha que o consumidor de hoje é mais ou menos endividado que o de antes? Ele aprendeu a gastar corretamente ou ainda não consegue fugir das tentações de crédito fácil?

Resposta: O endividamento da população subiu bastante nos últimos anos. De acordo com dados do Banco Central, o volume de empréstimos em relação ao PIB subiu de 39,7% do PIB em dezembro de 2008 para 44,6% em janeiro deste ano. Entretanto, devemos lembrar que a taxa de juros caiu, o que faz com que o custo geral dos empréstimos não tenha observado uma alta da mesma magnitude. Os endividados continuam sendo, mais ou menos, as mesmas pessoas. Essas pessoas costumam ser desorganizadas financeiramente e caem facilmente na armadilha das “promoções” e compras por impulso.

Pergunta: Muitas pessoas compram por impulso. Por quê? O que fazer para evitar essa armadilha?

Resposta:Compram sim. Trazer a decisão mais para o lado racional pode ajudar. Uma sugestão é que a pessoa tenha uma foto de algo que deseja comprar no futuro, como uma casa nova ou uma grande viagem e ter em mente que terá que se decidir entre o sonho de médio e longo prazo e o impulso imediato.

Pergunta:Qual é o conceito que as pessoas têm do dinheiro? Como essa ideia pode ajudar ou atrapalhar a vida financeira delas?

Resposta: Acaba-se dando ao dinheiro uma importância maior do que realmente ele tem. Alguns o endeusam, outros o consideram diabólico. Fato é que o dinheiro é um simples instrumento de troca. Quando você faz algo para terceiros, pega-se dinheiro em troca, quando desejar outra coisa de concidadãos terá que entregar dinheiro em troca. É simples assim.

Pergunta:O que falta para as pessoas aprenderem a gastar corretamente? Incentivos do governo (como campanhas e educação financeira nas escolas), mais exemplos e ensinamentos dos pais?

Resposta:Único incentivo que o governo poderia dar nessa área é promover educação financeira para a população. A ignorância financeira é, sem dúvida alguma, um dos problemas mais perversos da sociedade moderna. Estamos vivendo muito e lidando com o dinheiro em uma intensidade nunca vista antes na história da humanidade. Entretanto, nós brasileiros, temos que cair na real que dificilmente seremos organizados financeiramente como os Suiços, Alemães, Austríacos ou Suecos. Somos latinos, temos sangue quente e nossas emoções estarão sempre à flor da pele. Podemos melhorar, é claro, mas compras por impulso sempre farão parte da nossa sociedade.

Pergunta: Como tirar proveito da internet e das redes sociais para consumir com mais consciência?

Resposta: Temos acesso a muito mais informações para decidir sobre compras. Para fazer pesquisa de preços ou obter informações sobre a qualidade do produto desejado é muito fácil com a internet. Compras em supermercado pela internet, por exemplo, limitam muito as aquisições por impulso.

Vamos comparar a rentabilidade projetada para os próximos 12 meses de um CDB pós fixado para uma LFT em diversos cenários de custos para a LFT e de rentabilidade para o CDB.

O grande impecilho para o investidor do tesouro direto é o elevado custo da CBLC cobrado pela BM&F Bovespa. O percentual de 0,4% é muito, considerando não apenas a taxa de juros atual, mas também o valor cobrado pelas corretoras.

Pasmem, o custo é alto principamente quando vemos o quanto esse mercado vem crescendo. Há apenas 3 anos existiam pouco mais de 60 mil investidores cadastrados com R$ 969 milhões aplicados, enquanto que em julho deste ano há 163 mil investidores com um volume total de R$ 2,9 bilhões. O volume de dinheiro triplicou e os custos continuaram os mesmos.

Conforme a tabela acima o rendimento médio de uma LFT será superior apenas ao CDB que paga 90% do CDI. Tesouro direto não parece ser uma boa opção para investidores que queiram aplicar em LFT, entretanto para LTN e NTN-B pode ser uma boa alternativa, devido a estratégia, pois é difícil encontrar CDBs pré-fixados e menos ainda corrigidos pela inflação.

Abaixo tem a lista de algumas corretoras que cobram diferentes taxas para o investidor que quer aplicar no Tesouro Direto.

Bons investimentos,

Raphael

Veja nesse vídeo comentários sobre investimentos imobiliários.

         Os preços dos imóveis subiram muito Brasil a fora nos últimos anos, portanto a cautela do investidor nesse mercado deve ser redobrada.

        Os rendimentos dos investimentos imobiliários, de forma geral, deve voltar para próximo da média histórica. Essa média deve ser em torno de 8% ao ano, fundamentado que por apresentar um risco intermediário entre Ações e Renda Fixa também deve apresentar um rendimento similar. Como a RF subiu 7% ao ano acima da inflação e as ações subiram 9% ao ano nos últimos 42 anos estima-se que a valorização real dos imóveis tenha sido de aproximadamente 8% ao ano.

          Fundos imobiliários são uma grande alternativa para investidores que não têm paciência ou recursos para comprar diversos imóveis e administrá-los bem. Além da facilidade, os fundos oferecem isenção de impostos para os rendimentos recebidos por pessoas físicas.

          A equipe de Análise da Omar Camargo Investimentos, a qual gerencio, é a única que conheço que sugere uma carteira de fundos. Segue o código dos fundos: EURO11, FPAB11, HGBS11 e HGRE11. Veja texto sobre fundos imobiliários neste link.