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Por Erica Amaro Wedech

Inovações com carteiras recomendadas de Fundos Imobiliários trazem novidades aos investidores 

         

           Quando ouvimos falar em Fundos Imobiliários dificilmente pensamos que podemos ser sócios de um shopping Center, por exemplo. Mas com os Fundos Imobiliários é possível investir em grandes empreendimentos imobiliários, são negociáveis em bolsa de valores, e é possível lucrar com aluguéis e valorização do imóvel. Atualmente o investidor conta com cerca de 20 fundos para negociação no Mercado, dos mais variados tipos, que vão desde hospitais até shoppings centers.

          

            Apenas nesse primeiro semestre a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) contabilizou cerca de R$ 294 milhões em ofertas de novos fundos. Esse aquecimento se dá a maior parte pela construção civil e maior participação de bancos e fundações.

 

O que são os Fundos Imobiliários?

          Os fundos imobiliários são semelhantes aos fundos de ações, renda fixa, multimercado e etc., e igualmente tem como agente regulamentador, a CVM. São formados por grupos de investidores que desejam aplicar em imóveis, ou empreendimentos imobiliários. Dentro de um fundo, podemos ter mais de um imóvel e até parte deles.

        

           O investidor pode comprar cotas de um fundo correspondente a um prédio de escritórios, um shopping Center ou até um pedaço de um galpão industrial e receberá a renda oriunda do aluguel, além de apurar valorizações.

Assim, pode-se investir no setor sem que se tenha que comprar o imóvel. Com aproximadamente R$5.000,00 já é possível ser sócio de um hospital ou de um prédio comercial. Além disso, não é necessário gastar com despesas como IPTU, escrituras, etc. Outra grande vantagem desse tipo de investimento [é o fato de que o rendimento mensal creditado na conta do investidor não incide Imposto de Renda – sobre o ganho de capital oriundo da valorização da cota é cobrado imposto de 20%.

                     Mas o que poucas pessoas sabem, é que existem carteiras recomendadas de Fundos Imobiliários. Segundo Raphael Cordeiro, analista da Omar Camargo Investimentos, o fundo imobiliário é inversamente atrelado a taxa de juros – isso quer dizer que quando a taxa de juros cai, eles sobem. No ano passado, a taxa de juros caiu, o que refletiu em uma alta na rentabilidade de aproximadamente 46% na carteira recomendada da Omar Camargo. A projeção é de que a partir de 2011, as taxas de juros voltem a cair, visto que a taxa do Brasil é uma das mais altas e dessa forma, os Fundos Imobiliários voltarão a render muito bem. 

           Essa modalidade de aplicação ainda não é muito popular no país, mas com essa previsão de quedas nas taxas de juros, o investimento em fundos pode crescer ainda mais, pois é mais uma maneira de diversificar a carteira de investimentos. Além disso, é um investimento que se mostra resistente à crises, com um bom retorno.

Texto publicado no Boletim Mensal da Omar Camargo Investimentos

A maior empresa do Brasil (agora seguida de perto pela Vale) tornou-se a predileta dos investidores brasileiros após a oportunidade que foi dada aos cidadãos que possuíam saldo no FGTS para aplicar em ações da companhia. A grande valorização dos papéis da empresa aliada à popularização de seu investimento criaram uma das maiores falácias do mercado de capitais brasileiros: “Para ganhar dinheiro é só comprar Petro e Vale e esquecer”; frase que ganhou proporções ainda maiores após a descoberta do pré-sal.

Alguns investidores passaram a ter carteiras com ações da Petrobras, fundo da Petrobras e PIBB (fundo diversificado, negociado em bolsa, com taxa de administração pífia e que no lançamento contou com garantia do capital investido), sem contar com papéis da Vale e fundo de Vale.

Melhor impossível. Entretanto, para quem tem PETR e VALE é um problema, pois o PIBB tem quase 20% do seu patrimônio em ações de cada uma dessas empresas. Ou seja, se o investidor tiver aplicações em todos esses produtos e as ações das duas companhias recuarem, não sobrará muito para lhes proteger.

O que aconteceu?

2010 deverá ser o terceiro ano consecutivo que a Petrobras perde para o Ibovespa. No início, a queda das commodities a prejudicou em demasia. Depois, a capitalização para fazer frente ao projeto de investimentos do pré-sal - lembramos aqui que a empresa é uma estatal e o governo precisa muito dela para fazer volume para o PAC. Agora, a antipatia mundial com o setor do petróleo foi revitalizada com o estrondoso desastre do poço da BP no Golfo do México.

Os lucros da Petrobras voltaram a expandir no final de 2009, porém o fluxo de caixa (operacional + investimentos) está negativo e deve permanecer assim até 2015. O pré-sal somado ao desastre do golfo do México passaram a ser um obstáculo para os investidores da empresa tanto no curto, quanto no médio prazo. Muitos investimentos serão necessários e o custo de exploração será elevado, não apenas pela profundidade, mas por conta dos riscos de vazamento.

Devo vender, então, minhas ações da Petrobras?

Não! Ela é uma boa empresa e esse é o momento de comprar. Porém, devemos lembrar que nenhuma empresa é tão melhor que as outras a ponto de justificar uma alocação de 20% ou 30% de alguma carteira somente nela.

No último dia 15 foi publicada uma matéria no Infomoney sobre o valor que o Ibovespa deve encerrar o ano intitulada: “É hora de comprar? Ibovespa pode subir mais 30% até o final do ano”

http://web.infomoney.com.br/templates/news/view.asp?codigo=1880196&path=/investimentos/

Na verdade me lembra muito o ano de 2008, pois na mesma época do ano o IBOV estava em 70 mil pontos e a média das projeções também estava próxima de 82 mil pontos. Naquele ano o Ibovespa encerrou em 37.550.

O que eu quero dizer com isso, não é que a bolsa vai cair, mas que ninguém consegue de fato prever o mercado, o nível de erro é muito grande e ainda há grandes chances dos relatórios das corretoras serem tendenciosos. Quem investirá em Bolsa se o os analistas projetarem que vai cair? Essas corretoras ganham dinheiro com quem investe na bolsa!


Eu trabalho com banda de IBOV justo para o presente momento, considerando o cenário atual e um pouco da projeção de lucros das empresas. Esse valor está entre 64 e 72 mil pontos. Por isso que recomendei cautela quando o mercado chegou em 71 e recomendei um pouco de compras quando estava em 58 mil pontos.

Enquanto as ações da principal empresa brasileira cai 19% no ano, a média representada pelo índice Ibovespa recua apenas 6%, sendo que apenas neste mês, enquanto o índice sobe 2% as ações da Petrobras recuam 2%. Existem duas razões para que essa discrepância ocorra:

1 - Capitalização da companhia vai diluir o capital dos acionistas atuais. Para fazer frente aos investimentos para produção de petróleo do pré-sal a empresa pegará mais recursos com seus acionistas, o que fará com que você, que é acionista da companhia, passe a ter um pedaço menor do bolo. Se hoje, 8 milhões de ações representam 0,10% da empresa, passará a representar 0,07%. A empresa passará a ter próximo de 12 bilhões ao invés dos 8 bilhões atuais. Na prática isso quer dizer que o seu pedaço do bolo será um pouco menor, a não ser que você coloque mais dinheiro para comprar ações na mesma proporção que já detém. Como ninguém gosta de dividir suas coisas, as ações da companhia caem.

2 - O desastre no golfo do México criou uma aversão às empresas do setor. British Petroleum, que é a proprietária do poço que jorra no meio do mar, viu suas ações voltarem para os níveis de 15 anos atrás e grandes empresas como Exxom e Conoco Philips observam seus papéis voltarem para os preços de 2005. Talvez o impacto desse desastre venha a ser maior para a indústria que a alta do óleo para US$ 140. Esse setor parece ter ganhado a antipatia não apenas dos investidores mas também dos governos.

A Petrobras realmente deixa de ser a vedete da bolsa, e somente não perde espaço para empresas como Marisa, Cremer, Natura, entre outras porque poucas pessoas as compraram.

Que fazer agora, se tenho ações da Petrobras? Compre mais um pouco, se ela não representa mais de 15% de sua carteira de investimentos, pois deve voltar a subir em algum momento.

Uma empresa que se intitula a primeira casa de análise (Research) independente, a Empiricus, critica muito (http://www.youtube.com/watch?v=dj_7hT8zCqo) a falta de independência das análises feitas por profissionais vinculados às corretoras.

Até onde isso é verdade?

Eu acho complicado afirmar com tanta veemência, mas fico realmente com muitas dúvidas quando leio alguns relatórios de empresas. Existem casos que, ou o documento é feito por ignorante ou por alguém que omite fatos.

Muitos dos IPOs foram assessorados por bancos de investimentos que possuem setores de análise e o pior é que os recursos captados, principalmente em casos de emissão secundária, ficam aplicados em uma ou mais instituições com departamentos de análise e research.

Mas até onde o mercado quer realmente essa independência? Até onde o mercado quer pagar por um parecer isento? Até onde o mercado valoriza os profissionais éticos e honestos?

Eu não perderei a esperança, mas que é difícil isso é.

Nesta semana a Apple se tornou a segunda maior empresa dos EUA em valor de mercado, ultrapassando sua maior rival a Microsoft. Há décadas aquela acusou essa por roubo do sistema operacional com interface gráfica.

Depois de ter “despirocado” e fazer duas outras fantásticas empresas, Steve Jobs, o melhor executivo da era digital, voltou para salvar a Apple. Hoje a empresa tem uma legião de fãs e torna-se uma companhia mais valiosa q todas suas pseudo-inimigas.

Há dez anos, logo após o lançamento dos iMacs, iBooks e do sistema operacional Mac OS eu acreditava que essa empresa seria uma potência. Jamais duvidei de Jobs. Em 2000 estava nos EUA e acabei comprando algumas poucas ações da companhia. Comprei tb uma ação da Pixar, empresa de animação que pertencia ao CEO da Apple. Essa, hoje, vale uma fortuna e a outra foi comprada pela Disney, fazendo de Jobs o maior acionista individual da empresa do Camundongo. As ações davam um pouco de trabalho para um valor muito pequeno - eu gosto de acompanhar meus ativos - seja lá quais forem e um dia um investidor profissional de sucesso e com larga experiência deu risada das minhas empresas… infelizmente cedi. Vendi Apple por 10 dólares depois de ter comprado por uns 7 dólares. Se não tivesse me desfeito das ações hoje estaria rindo daquele experiente investidor, como Steve Jobs deve estar rindo de Steve Ballmer neste dia histórico.

O atual CEO da Microsoft caçoou da Apple quando lançaram o iPhone - http://www.youtube.com/watch?v=BcUicfqelC8 .

Moral da história: Acredite em seu feeling, analise sua empresa para não exagerar no preço de compra e mande uma banana para os demais. Nunca queira defender sua idéia, defenda apenas o seu bolso e pergunte sobre a empresa, sem jamais falar da ação. As pessoas tendem a não querer apenas fazer o que acha certo mas convencer os outros a fazer o mesmo, portanto cuidado ao querer convencer os outros a ter uma carteira de investimentos como a sua e cuidado para não deixar que os outros façam o mesmo com vc.

PS: Essa lição que eu aprendi agora, Buffett aprendeu antes dos 10 anos de idade.
PS2: Atualmente as ações da Apple estão próximas dos 250 dólares.

Enviado de meu iPod

Sim e Não.

Sim, porque o lucro das empresas brasileiras deverão subir bem neste ano.

Sim, porque o risco Brasil continua baixo. O Ibovespa Justo continua próximo de 65 mil pontos.

Agora razões para não comprar:

Não, porque o país está superaquecido e os juros ainda subirão bastante.

Não, porque essa crise econômica mundial é séria. A Europa tem diversos países quebrados. EUA e Japão estão crescendo menos que suas dívidas. BIC (Brasil, Índia e China) está crescendo mais do que pode.

Conclusão:

Compre, mas guarde dinheiro para comprar mais em alguns meses. Se cair mais, ótimo e se já voltar a subir melhor ainda.

Com a crise européia e inflação brasileira, que promovem a alta dos juros, o mercado de ações mundial recuou nas últimas semanas.

Desde o topo do ano o IBOV cai 11% e no ano recua 7,5%. Isso é demais? Não, não é demais não. Como já foi mencionado no passado neste blog, o IBOV costuma apresentar uma queda de 20% ou mais a cada 10 meses em média e nosso índice não vê esse tipo de recuo desde outubro de 2008, ou seja, nada extraordinário está acontecendo, na verdade acho saudável essa queda, pois estávamos indo rumo à uma bolha caso a alta continuasse no mesmo ritmo de 2009 e chegássemos perto de 85 mil pontos logo.

Respondendo às perguntas do título:

1 - Não, a bolsa não caiu muito não. Esse recuo está dentro dos padrões normais e o IBOV está muito próximo da banda que eu, junto com a equipe de análise da Omar Camargo Investimentos, consideramos justo - entre 64 mil e 72 mil pontos.

2 - Claro que podem. Sempre pode cair mais. Quanto, não me arrisco a dizer - seria um chute pouco calculado - mas apenas chegando em 57,5 mil o índice Ibovespa apresentará queda de 20% do último pico alcançado no início de abril. Então as pessoas começarão a ficar preocupadas e será o momento de começar a aproveitar mais as oportunidades.

O Itaú (Analista Gráfico) recomendou compra das ações da Petrobras quando estavam acima de R$ 37, no dia 14 de dezembro - http://www.youtube.com/watch?v=Askjfh9jBnw

A ação caiu para próximo de R$ 31, fazendo o investidor perder mais de 15%. Talvez eles tenham recomendado STOP Loss - talvez o cliente que comprou não tenha lido essa parte da recomendação - mas onde quero chegar não é na recomendação em si, é na atitude dos investidores perante essas recomendações.

Recomendação gráfica costuma ser de curto-prazo, portanto o investidor fica ansioso para sair rápido da operação. Se apura prejuízo a operação vira de longo-prazo.

Fazer STOP Loss vem contra nossas tendências psicológicas, ou seja, muitos que entraram na operação com estratégia de STOP acabaram não a executando. E a perda não é apenas dos 15%, é de 18%, pois devemos incluir as despesas e o custo de oportunidade, isso em apenas 5 meses.

Resumo da ópera: investidor amador NÃO pode nem ao menos escutar esse tipo de recomendação, muito menos pensar em fazê-la. E se der certo, meus pêsames… o prejuízo futuro será ainda maior.

Reafirmo que a crítica não é sobre a recomendação em si, mas sobre a forma e o público a que ela é direcionada.

PS: Recomendamos redução da exposição em Petrobras em dezembro e em janeiro, baseado em análise fundamentalista.

PS2: O Itaú é melhor do que isso, portanto se você é acionista da companhia como eu, não há razão para se preocupar.

PS3: Itaú, onde está sua responsabilidade social com os clientes?

Depois de apresentar uma queda de 3,9% apenas no pregão de hoje e recuar mais de 13% no ano a Petrobrás parece estar barata.

Seu P/L (relação entre o preço da ação e o lucro por ação de 12 meses) está em 9 enquanto o da VALE está em 24 e a média de mercado em 16. Entretanto, a mineradora poderá quase dobrar o seu lucro neste ano (estimo uma alta de mais de 40%), a Petrobras deve apurar um resultado 30% superior ao de 2009, mas se o aumento de capital ocorrer, o número de ações da companhia poderá ser ainda maior, fazendo com que o Lucro por ação recue.

Conclui-se, portanto, que apesar da Petrobras parecer barata e da Vale parecer sobre-valorizada o mercado sabe que o futuro será diferente e já ajustaram os preços.

Opinião pessoal: Este é um momento para iniciar mais compras de Petrobras, pois acredito que o petróleo continuará subindo e que talvez não haja espaço político para votar o aumento de capital da companhia no congresso ainda neste ano, o que faria com que a empresa subisse no segundo semestre.

PETR4 está deixando de ser a queridinha dos investidores. Como esse é o terceiro ano seguido que ela perde para o Ibovespa e a memória dos investidores funciona assim, ela deixará de ser a vedete dos investidores inexperientes. Talvez realmente agora seja hora de comprá-la. Quando uma ação chega na boca do povo é porque já subiu demais. Graças a Deus que ninguém fala nada da Copel, Gerdau, Bradesco, Fertilizantes Heringer, Cremer, Randon, Confab, Itausa, CPFL, entre outras.

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