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Enquanto a economia brasileira cresce em ritmo galopante, as empresas chegam muito próximo do seu limite, não apenas por falta de mão de obra, mas também porque falta estrutura e recursos para investimentos, além dos gargalos da infra-estrutura do país.

Fase de crescimento é um período muito delicado para as empresas. Esses são os momentos em que os gestores costumam relaxar na busca por eficiência e correm o risco de desprezar alguns clientes/contratos. Além disso, quando a empresa expande sua capacidade produtiva costuma endividar-se e a necessidade de capital de giro é ampliada. Isso quer dizer que, em momento de crescimento as empresas costumam elevar sua exposição ao risco.

Existe um outro fator que costuma agravar a situação do endividamento das empresas: quando o mercado cresce forte, aumentam as chances de subir a inflação e consequentemente a TAXA DE JUROS - exatamente o que está acontecendo agora. A taxa básica de juros (SELIC) já subiu para 10,25% ao ano e estima-se que encerrará o ano entre 11,5% e 13%.

O que isso tudo quer dizer?

Agora é o momento para ter cautela, pois muita agressividade pode comprometer o risco da sua empresa. Invista em expansão, mas preste muita atenção na necessidade de capital de giro e não esqueça de controlar as despesas e atender bem os clientes fiéis.

Um bom momento para investir foi no início de 2009. Tudo estava mais barato, tinham profissionais disponíveis no mercado e a concorrência covarde estava congelada.

Concluindo: invista no crescimento, mas tenha prudência quando os concorrentes estão eufóricos. Sua empresa deve viver para sempre, logo, um ano de ótimos resultados não justificam se o período seguinte for ruim.

Nesta semana a Apple se tornou a segunda maior empresa dos EUA em valor de mercado, ultrapassando sua maior rival a Microsoft. Há décadas aquela acusou essa por roubo do sistema operacional com interface gráfica.

Depois de ter “despirocado” e fazer duas outras fantásticas empresas, Steve Jobs, o melhor executivo da era digital, voltou para salvar a Apple. Hoje a empresa tem uma legião de fãs e torna-se uma companhia mais valiosa q todas suas pseudo-inimigas.

Há dez anos, logo após o lançamento dos iMacs, iBooks e do sistema operacional Mac OS eu acreditava que essa empresa seria uma potência. Jamais duvidei de Jobs. Em 2000 estava nos EUA e acabei comprando algumas poucas ações da companhia. Comprei tb uma ação da Pixar, empresa de animação que pertencia ao CEO da Apple. Essa, hoje, vale uma fortuna e a outra foi comprada pela Disney, fazendo de Jobs o maior acionista individual da empresa do Camundongo. As ações davam um pouco de trabalho para um valor muito pequeno - eu gosto de acompanhar meus ativos - seja lá quais forem e um dia um investidor profissional de sucesso e com larga experiência deu risada das minhas empresas… infelizmente cedi. Vendi Apple por 10 dólares depois de ter comprado por uns 7 dólares. Se não tivesse me desfeito das ações hoje estaria rindo daquele experiente investidor, como Steve Jobs deve estar rindo de Steve Ballmer neste dia histórico.

O atual CEO da Microsoft caçoou da Apple quando lançaram o iPhone - http://www.youtube.com/watch?v=BcUicfqelC8 .

Moral da história: Acredite em seu feeling, analise sua empresa para não exagerar no preço de compra e mande uma banana para os demais. Nunca queira defender sua idéia, defenda apenas o seu bolso e pergunte sobre a empresa, sem jamais falar da ação. As pessoas tendem a não querer apenas fazer o que acha certo mas convencer os outros a fazer o mesmo, portanto cuidado ao querer convencer os outros a ter uma carteira de investimentos como a sua e cuidado para não deixar que os outros façam o mesmo com vc.

PS: Essa lição que eu aprendi agora, Buffett aprendeu antes dos 10 anos de idade.
PS2: Atualmente as ações da Apple estão próximas dos 250 dólares.

Enviado de meu iPod

Acabei de ler um livro sobre o Richard Branson, fundador da Virgin. Minha esposa tinha lido sua biografia há alguns anos e à época tinha se tornado uma fã da marca. Eu quase me tornei após a leitura… Realmente essa é uma empresa que tem muitos admiradores e aproveitam isso para vender desde passagem aérea, passando por refrigerante indo até celulares e planos de previdência. Ele é o Robin Hood moderno e sua estratégia é simplesmente bater de frente com grandes marcas consolidadas. Foi assim com a Coca Cola, com a British Airways e tem sido assim com a AT&T nos EUA - repare no celular da Lady Gaga no vídeo “Telephone” que conta com a participação da Beyonce.

Outra empresa que parece ter criado uma multidão de fãs é a Red Bull. Para mim ela é uma incógnita, até porque diferente de outras companhias citadas neste blog não possui um representante público. De qualquer forma, as coisas que eles inventam para promover sua marca são fantásticas. A promoção que eles fizeram com o carro de formula 1 em uma arena de Madrid foi incrível - http://www.youtube.com/watch?v=tSWJw353PME&feature=related. A competição Red Bull Air Race é muito legal - nos próximos dias 7 e 8 eles estarão no Rio de Janeiro. Sem comentários para as estripulias do Travis Pastrana (http://www.youtube.com/watch?v=UKzzhMxB0Cc&feature=channel) e no maior salto da história do motociclismo feito no “Arc de Triomphe” por Robbie Maddison (http://www.youtube.com/watch?v=MLejkyXbJlc) no ano novo de 2008.

Não é possível afirmar, mas apresento 6 razões para acreditar que uma negociação com a Lenovo está em curso:

1. A Posinfo é dona de 1/4 do mercado de computadores legais (ex-cinza);

2. O Caixa da empresa está ridiculamente baixo;

3. O Estoque da companhia está estupidamente alto e deram baixa de 50 mi no final de 2009;

4. Não existe plano de sucessão do Presidente executivo, que já tem cargo garantido na presidência do grupo Positivo em aproximadamente 5 anos;

5. O negócio do grupo é ensino e de preferência bem longe dos acionistas minoritários;

6. Os administradores receberam multa de R$ 1,2 milhão devido às falhas de informações sobre a última negociação com a Lenovo, logo terão muito cuidado antes de divulgar qualquer informação.

Abraço,

Raphael Cordeiro

As melhores empresas, não necessariamente as mais lucrativas ou maiores, mas as melhores, são empresas que presam por algumas premissas relevantes.

Segundo a Fortune (http://bit.ly/cYez92) as três companhias mais admiradas do mundo são Apple, Google e Berkshire Hathaway e algumas coisas elas têm em comum. Valores muito fortes é uma delas. Criatividade e resultados são outras. Paixão pela excelência e líder inspirador também. Jobs da Apple e Buffett da Berkshire são grandes inspiradores, que movimentam massas atrás de suas jogadas.

Divertimento, sob o meu ponto de vista, também é algo essencial. O escritório de design da Apple toca música alta o dia todo. Os escritórios da Google são verdadeiros salões de jogos (chocolate eles tiveram que tirar, pois o pessoal estava engordando) - http://bit.ly/bg2Nea . A reunião anual da Berkshire é uma festa e os vídeos anuais publicitários são “estranhíssimos” - http://bit.ly/brSxdC.

Pena que poucos se encorajam por fazer algo EXCELENTE. Muitos preferem comodidade e ganhos de curto-prazo, com pouco respeito aos clientes e colaboradores. Tantos vendem seus valores por uma ninharia. Entretanto outros podem chegar mais longe, porém sem impetuosidade, coragem e merecimento acabam ficando pelo caminho. É realmente difícil chegar lá, mas como é bonito ver os que chegam.

APPLE, GOOGLE e BERKSHIRE HATHAWAY obrigado por nos inspirar.

Empresas assim não têm clientes, têm fans.

Eu sou um deles.

PS: Prometo copiá-los ; )

PS2: Hoje está sendo lançado o IPAD, aparelho que revolucionará não apenas o mercado editorial mas também a maneira como utilizamos a internet em casa. Quero três: Um para a minha mãe, outro para o meu pai e para mim.

Essa é uma dúvida enorme tanto para os investidores que compram ações quanto para os empreendedores que querem vender ou comprar empresas.

Quando se fala de empresas de capital aberto, como Petrobras, Vale, Bradesco, entre outras, pelo menos há uma boa referência. A soma do preço de todas as ações de uma companhia nada mais é do que o valor da empresa, porém mesmo para essas é necessário fazer uma análise de valor para verificar se ela está sendo negociada com desconto. Quanto maior for esse desconto melhor será para o investidor, pois aumenta-se o potencial de ganhos.

Basicamente existem três metodos:

1 - Patrimônio Líquido a preços de mercado

2 - Múltiplos

3 - Fluxo de Caixa Descontado

O primeiro, Patrimônio Líquido a preços de mercado é a diferença entre o valor dos ativos e passivos com preços atuais. Avalia-se quanto vale cada um dos bens da empresa (estoque, veículos, mobiliário, equipamentos, imóveis, etc) e reduz-se as dívidas (fornecedores, credores, impostos, etc). Esse método não deve ser utilizado para empresas lucrativas que geram valor agregado ao seu ativo, pois a partir dos outros métodos será possível verificar o valor da atividade da empresa.

Na análise por Múltiplos parte-se do princípio que negócios similares devem ter valores similares, ou seja, multiplicando-se dados como Faturamento, Patrimônio Líquido, Lucro e Lajida por um número médio de mercado, será possível identificar o preço da empresa. Esse último, que vem da tradução de EBITDA (Lucro antes de juros impostos depreciação e amortização) do inglês, ganhou notoriedade nas últimas décadas com a globalização dos negócios, pois não leva-se em conta particularidades de países em relação a taxa de juros, impostos e contabilização de depreciação. Entretanto, justamente por essa razão, ele pode ser muito perigoso, já que o governo cobrará seus impostos e o credor cobrará seus juros.

Por último e não menos importante temos o Fluxo de Caixa Descontado que junto ao Múltiplo é o método mais utilizado nas avaliações de empresas. Nesse caso é feita uma projeção do fluxo de caixa livre da empresa para os próximos anos, normalmente entre 5 e 8, e com uma taxa de desconto considerada compatível com o risco que esse negócio representa, traz-se para o valor presente encontrando-se o valor da firma. Basta então reduzir a dívida para encontrar o valor da companhia para o acionista. Entenda por Fluxo de caixa livre o lucro depois do valor destinados a “re-investimentos” na empresa.

Este último é para mim o método mais adequado, mas tem uma grande falha. Por se tratar de uma projeção, com certeza estará errado. Deve-se comparar com os valores dos múltiplos para encontrar a banda de valor do negócio. Jamais existirá em qualquer momento um valor exato, mas uma banda de referência é a melhor forma para negociadores entrarem em um consenso mais facilmente.

Em próximos posts falarei mais sobre o método de Fluxo de Caixa Descontado.

Eu, Raphael Cordeiro, sou analista certificado pela APIMEC (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais) e credenciado na CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Passei nas 4 provas aplicadas pela instituição sem fazer qualquer curso, pois na minha cidade nunca teve aula para analista de investimento, comprando apostilas em Inglês. E afirmo: NÃO CONSIGO PREVER O MERCADO. Na verdade, acredito que NINGUÉM CONSEGUE PREVER O FUTURO.

Gostaria de falar aos quatro cantos: PROFISSIONAIS COMPETENTES E RESPONSÁVEIS NÃO SÃO FUTURÓLOGOS. Para a pessoa que quer saber qual será sua pressão arterial em 10 anos ou como fechará o Ibovespa na semana que vem, o mais indicado é procurar um pai de santo.

Agora que mencionei que não sou futurólogo gostaria de pedir uma coisa: Quando formos discutir o futuro econômico não vamos apenas falar do resultado, mas sim dos dados e informações que nos fazem projetar alguma coisa. O que quero dizer é que, ao invés de discutirmos qual será o dólar, o ibovespa, o PIB, a balança comercial ou a dívida do setor público em uma data específica, vamos conversar sobre os dados que influenciam tais indicadores. Acredito que um bom profissional não é o que dá a resposta certa, mas sim o que faz a melhor pergunta.

Clientes de um empresa de investimentos séria deveriam agir como um paciente de um médico e não como um juiz de direito. Se o paciente não confia no médico deve procurar outro, porém, no mundo das análises, tanto os profissionais quanto os clientes estão anos luz de alcançar a maturidade que encontramos nas decisões relacionadas à saúde. Infelizmente, a saúde financeira está, talvez, na etapa em que a saúde física estava há quase 2,4mil anos quando Hipócrates, o pai da medicina, escreveu seu juramento(http://pt.wikipedia.org/wiki/Juramento_de_Hipócrates ). Muitas informações são passadas por nós aos nossos clientes, porém alguns não parecem compreender que esses dados são trabalhados e analisados e que se alguma discussão for feita, essa deve ser sobre os dados e não sobre o resultado final.

Há alguns meses, o cliente de um colega havia feito reclamações porque a recomendação que ele havia feito ainda não tinha surtido efeito. Fazia 30 dias que o cliente tinha comprado NTN-B e o rendimento estava próximo de zero, entretanto no mês seguinte a valorização do título foi de 5% e o cliente repentinamente passou a idolatrar o consultor perguntando qual seria a melhor opção para o período seguinte. Calma pessoal, ninguém sabe tudo, muito menos o momento em que as coisas acontecerão. Esse não é um comentário que uma pessoa em sã consciência deveria fazer, pois é, boa parte dos investidores não tem consciência nenhuma do que fazem com seu dinheiro.

Então, por que eu ministro palestras, escrevo, dou entrevistas e vendo consultorias sugerindo o que as pessoas devem fazer com seus investimentos? Por que é possível avaliar dados e fatos. Além disso pessoas precisam de ajuda para adequar seus ânimos e aflições às oportunidades que o mercado oferece.

“Tudo que sei, é que nada sei”- o pior é que tem gente que acha que sabe.

A profissão de analista de investimentos é difícil porque muitos ignorantes acreditam que podem fazer o que você faz. Uma pessoa qualquer não pode fazer uma cirurgia ou construir um prédio, mas pode lhe falar qual a melhor estratégia para você ganhar dinheiro no dia seguinte.

A escolha é sua: Quer saber o que fazer com o seu dinheiro? Pergunte ao seu médico ou busque PROFISSIONAIS certificados, com graduação e experiência na área. O resultado virá em pouco tempo.

Eu sou privilegiado por trabalhar com clientes de altíssimo nível, mas quem trabalha eticamente em banco ou em corretora, enfrenta muitos problemas.

Ano que vem, teremos eleições no Brasil e algo que tem me despertado interesse especial é qual será o próximo passo do atual presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles. Em 2002, ele foi eleito deputado federal pelo PSDB no estado de Goiás, mas renunciou ao cargo para substituir Armínio Fraga na presidência do BACEN, a convite do presidente Lula.

Apesar de ter ido para uma área técnica, nunca escondeu seu desejo de ingressar de fato na política, porém acredito que o maior benefício que poderia levar aos brasileiros é assumir um cargo executivo. O Brasil carece de governantes executivos e sua competência é inquestionável… tão inquestionável que o PT pode estar sondando-o para ser vice-presidente de Dilma ou, no mínimo, ministro da fazenda.

O Brasil teve um dos melhores Bancos Centrais do mundo durante os anos de Armínio e Henrique e poderá agora ter os melhores anos de desenvolvimento econômico de toda sua história… estranho pensar nisso, mas contra dados, não há argumentos.

Democracia consolidada, lei de responsabiliade fiscal, política monetária estabilizada, bom nível de alfabetização, commodities em alta, empresas multinacionais líderes em seus segmentos, mercado de capitais desenvolvido, juros baixos, grau de investimento, risco país inferior a média e elevado volume de reservas internacionais são algumas das razões que nos faz acreditar que nossos filhos terão boas oportunidades de desenvolvimento nas próximas décadas.

Espero, realmente, que um executivo com experiência em gestão e economia de mercado tenha um papel importante no próximo governo.

Moral da história: “Nunca diga nunca.”

PS: Calma leitores liberais, foi apenas uma suposição.

            Muitas empresas passam por um aperto financeiro neste momento. Primeiro veio a crise econômica mundial e depois a gripe A - e alguns empresários se perguntam: “tenho a empresa há anos e as vendas estão bem. Por que não sobra dinheiro?”.

            Uma história que me impressiona e exemplifica bem esse tipo de caso é a de uma pequena empresa do ramo gráfico que, em seu primeiro ano, quando funcionava nos fundos da casa do pai de um dos sócios, faturou R$ 30 mil. Após um bom crescimento, encerrou o segundo ano com vendas de R$ 60 mil e no terceiro ano, após ter se instalado em um pequeno barracão, faturou quase R$ 200 mil. Infelizmente, a história acabou aí, pois a empresa ficou devendo muito mais que a sua capacidade de pagamento e os sócios encerraram as operações antes do quarto ano de atividade.

              Isso é muito comum, pois o resultado financeiro da empresa não depende apenas das vendas - tampouco dos lucros. O resultado financeiro é a sobra de caixa que o sócio poderá resgatar para seu próprio consumo sem prejuízo para a empresa. Entretanto, até chegar lá, um longo caminho há de se percorrer. Então surgem algumas questões, que devem ser esclarecidas:

 

1 - Por que vendas não significam resultados?

Porque uma empresa que fatura pode não receber de clientes inadimplentes. Além disso, prazos muito longos de recebimento deixarão a empresa sem dinheiro para pagar custos e despesas vincendas. E, principalmente, se adiantar recebimentos com instituições financeiras, poderá pagar juros maiores que seus lucros.

Outro fator é que os custos e as despesas poderão ser maiores que o faturamento. Dentre as despesas, incluímos as retiradas dos sócios, que costumam ser um estorvo na vida financeira de muitas empresas, independentemente do seu tamanho.

 

2 - Por que lucro não significa resultado?

Porque reinvestimentos necessários para manter o negócio poderão ser maiores que o lucro. Tanto investimento em capital de giro, comumente utilizado para alavancar vendas, quanto investimentos em infra-estrutura e equipamentos, entram nessa conta.

 

3 - Por que, mesmo com resultado, o negócio pode não ser perene?

Porque o futuro é imprevisivel e, em algum momento, a empresa poderá passar por um período de dificuldades - sejam elas fatores externos, como a gripe A, ou fatores internos, como um incêndio. Se o gestor não tiver uma reserva financeira para se apoiar nesses momentos, terá grandes dificuldades de continuar as atividades do negócio.

 

              O que se recomenda é sistematicamente controlar e planejar. Torna-se necessário conhecer com exatidão as margens de todos os produtos e/ou serviços vendidos, bem como as despesas. Crescimento rápido só será um benefício para a empresa quando existir planejamento. E reservas financeiras são uma obrigação para qualquer empresário com um mínimo de prudência.

por Álvaro L. Baú

            Fácil não é, mas é necessário! Deixemos de lado por alguns instantes a nossa empresa e nosso lado profissional. Foquemos nossa vida pessoal.

            O que ganhamos (salário, remuneração, pró-labore, etc.) é suficiente para cobrir todas as despesas do mês e, principalmente, é suficiente para oferecer uma estabilidade financeira? Com o que ganhamos, conseguimos cumprir nossos compromissos financeiros?

             Independente da resposta, a cada dia torna-se mais importante a elaboração de um orçamento familiar, com a delimitação de metas e objetivos. A disciplina, entendida como o cumprimento rigoroso do planejamento realizado, é fundamental neste processo.

             Como as famílias podem planejar seu orçamento incluindo mesadas para os filhos? E controle financeiro para fazerem jus a todos os compromissos, como mensalidades escolares, de que forma controlar? Quem deve preparar este orçamento? Como deve ser feito? Com que freqüência deve-se dar atenção a ele?

              A resposta pode estar na organização financeira. Sem dúvida alguma, o orçamento familiar deve ser preparado pelo “responsável financeiro” da família.  Esta pessoa, em conjunto com o restante da família, deve estabelecer objetivos comuns (e nada melhor do que uma conversa franca para isso), assim todos estarão engajados, comprometidos e cientes de suas responsabilidades.

             Para a elaboração do orçamento, basta identificar para onde nosso dinheiro está indo, e para descobrir, nada melhor do que a identificação de todas as despesas domésticas, desde o xampu do cachorro até a prestação do financiamento imobiliário.

              Então, siga os seguintes passos:

I. Projete todas suas fontes de receita para um período de 12 meses (janeiro a dezembro). Exemplo:

II. Identifique todas suas despesas fixas e despesas eventuais. Projete estas despesas para um período de 12 meses (janeiro a dezembro). Exemplo:

III. Faça um balanço entre receitas x despesas mensais. Para uma melhor estabilidade financeira, reserve parte da sobra de caixa para a realização de investimentos. Se não houver sobra de caixa, identifique os gastos que podem se reduzidos ou “cortados”.

            Dados de uma pesquisa, realizada pela Fundação Getúlio Vargas, demonstram que os usuários da rede privada de ensino, gastam em média, 23,17% do orçamento familiar com transporte, 11,56% com habitação, 11,41% com alimentação no domicílio, 9,11% com educação, 8,79% com despesas pessoais, 5,33% com roupas e calçados, 5,28% com artigos de residência, o que demonstra uma enorme “competição” entre o gasto com educação e demais despesas cotidianas de uma família. Destacando que o gasto com educação está apenas em 4° lugar na ordem de gastos (maiores informações em www.fenep.com.br).

              Mudar nossa cultura não é nada fácil, mas nada melhor que um bom diálogo com a família para o estabelecimento de prioridades. Certamente, no momento em que as metas forem atingidas, todo sacrifício terá valido a pena.

              Resista às tentações cotidianas. Priorize a educação. Só assim conseguiremos atingir o equilíbrio financeiro e preparar melhor nossos filhos para o futuro.

 

Álvaro L. Baú, administrador e contador, atua na área de assessoria financeira.

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