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            Muitas empresas passam por um aperto financeiro neste momento. Primeiro veio a crise econômica mundial e depois a gripe A - e alguns empresários se perguntam: “tenho a empresa há anos e as vendas estão bem. Por que não sobra dinheiro?”.

            Uma história que me impressiona e exemplifica bem esse tipo de caso é a de uma pequena empresa do ramo gráfico que, em seu primeiro ano, quando funcionava nos fundos da casa do pai de um dos sócios, faturou R$ 30 mil. Após um bom crescimento, encerrou o segundo ano com vendas de R$ 60 mil e no terceiro ano, após ter se instalado em um pequeno barracão, faturou quase R$ 200 mil. Infelizmente, a história acabou aí, pois a empresa ficou devendo muito mais que a sua capacidade de pagamento e os sócios encerraram as operações antes do quarto ano de atividade.

              Isso é muito comum, pois o resultado financeiro da empresa não depende apenas das vendas - tampouco dos lucros. O resultado financeiro é a sobra de caixa que o sócio poderá resgatar para seu próprio consumo sem prejuízo para a empresa. Entretanto, até chegar lá, um longo caminho há de se percorrer. Então surgem algumas questões, que devem ser esclarecidas:

 

1 - Por que vendas não significam resultados?

Porque uma empresa que fatura pode não receber de clientes inadimplentes. Além disso, prazos muito longos de recebimento deixarão a empresa sem dinheiro para pagar custos e despesas vincendas. E, principalmente, se adiantar recebimentos com instituições financeiras, poderá pagar juros maiores que seus lucros.

Outro fator é que os custos e as despesas poderão ser maiores que o faturamento. Dentre as despesas, incluímos as retiradas dos sócios, que costumam ser um estorvo na vida financeira de muitas empresas, independentemente do seu tamanho.

 

2 - Por que lucro não significa resultado?

Porque reinvestimentos necessários para manter o negócio poderão ser maiores que o lucro. Tanto investimento em capital de giro, comumente utilizado para alavancar vendas, quanto investimentos em infra-estrutura e equipamentos, entram nessa conta.

 

3 - Por que, mesmo com resultado, o negócio pode não ser perene?

Porque o futuro é imprevisivel e, em algum momento, a empresa poderá passar por um período de dificuldades - sejam elas fatores externos, como a gripe A, ou fatores internos, como um incêndio. Se o gestor não tiver uma reserva financeira para se apoiar nesses momentos, terá grandes dificuldades de continuar as atividades do negócio.

 

              O que se recomenda é sistematicamente controlar e planejar. Torna-se necessário conhecer com exatidão as margens de todos os produtos e/ou serviços vendidos, bem como as despesas. Crescimento rápido só será um benefício para a empresa quando existir planejamento. E reservas financeiras são uma obrigação para qualquer empresário com um mínimo de prudência.

por Álvaro L. Baú

            Fácil não é, mas é necessário! Deixemos de lado por alguns instantes a nossa empresa e nosso lado profissional. Foquemos nossa vida pessoal.

            O que ganhamos (salário, remuneração, pró-labore, etc.) é suficiente para cobrir todas as despesas do mês e, principalmente, é suficiente para oferecer uma estabilidade financeira? Com o que ganhamos, conseguimos cumprir nossos compromissos financeiros?

             Independente da resposta, a cada dia torna-se mais importante a elaboração de um orçamento familiar, com a delimitação de metas e objetivos. A disciplina, entendida como o cumprimento rigoroso do planejamento realizado, é fundamental neste processo.

             Como as famílias podem planejar seu orçamento incluindo mesadas para os filhos? E controle financeiro para fazerem jus a todos os compromissos, como mensalidades escolares, de que forma controlar? Quem deve preparar este orçamento? Como deve ser feito? Com que freqüência deve-se dar atenção a ele?

              A resposta pode estar na organização financeira. Sem dúvida alguma, o orçamento familiar deve ser preparado pelo “responsável financeiro” da família.  Esta pessoa, em conjunto com o restante da família, deve estabelecer objetivos comuns (e nada melhor do que uma conversa franca para isso), assim todos estarão engajados, comprometidos e cientes de suas responsabilidades.

             Para a elaboração do orçamento, basta identificar para onde nosso dinheiro está indo, e para descobrir, nada melhor do que a identificação de todas as despesas domésticas, desde o xampu do cachorro até a prestação do financiamento imobiliário.

              Então, siga os seguintes passos:

I. Projete todas suas fontes de receita para um período de 12 meses (janeiro a dezembro). Exemplo:

II. Identifique todas suas despesas fixas e despesas eventuais. Projete estas despesas para um período de 12 meses (janeiro a dezembro). Exemplo:

III. Faça um balanço entre receitas x despesas mensais. Para uma melhor estabilidade financeira, reserve parte da sobra de caixa para a realização de investimentos. Se não houver sobra de caixa, identifique os gastos que podem se reduzidos ou “cortados”.

            Dados de uma pesquisa, realizada pela Fundação Getúlio Vargas, demonstram que os usuários da rede privada de ensino, gastam em média, 23,17% do orçamento familiar com transporte, 11,56% com habitação, 11,41% com alimentação no domicílio, 9,11% com educação, 8,79% com despesas pessoais, 5,33% com roupas e calçados, 5,28% com artigos de residência, o que demonstra uma enorme “competição” entre o gasto com educação e demais despesas cotidianas de uma família. Destacando que o gasto com educação está apenas em 4° lugar na ordem de gastos (maiores informações em www.fenep.com.br).

              Mudar nossa cultura não é nada fácil, mas nada melhor que um bom diálogo com a família para o estabelecimento de prioridades. Certamente, no momento em que as metas forem atingidas, todo sacrifício terá valido a pena.

              Resista às tentações cotidianas. Priorize a educação. Só assim conseguiremos atingir o equilíbrio financeiro e preparar melhor nossos filhos para o futuro.

 

Álvaro L. Baú, administrador e contador, atua na área de assessoria financeira.

Ibovespa chegou nos 52mil pontos. No dia 15 de janeiro, escrevi que a bolsa deveria vir para 48 mil, mas subiu mais rápido do que imaginava.

Olhando o mercado agora tenho duas visões:

1. Algumas empresas como a maioria das elétricas, alguns bancos e talvez a Petrobras parecem não estar mais tão baratas como estavam há três meses, quando convoquei as pessoas a cantar mantras de compra de ações. Ou seja, o investidor pode agora, diminuir um pouco a sua parcela de investimentos no mercado de renda variável (principalmente se comprou mais ações no início do ano) e ser mais criterioso na escolha de empresas que pretende ficar sócio.

2. Essa é mais complexa: A crise acabou?

Eu acredito que crise não acaba nunca, elas vão e voltam. Porém, o risco do sistema financeiro mundial ruir ACABOU. E como as bolsas antecipam os movimentos da economia real, a ausência de uma grande depressão econômica no horizonte fez com que o mercado de ações se recuperasse.

Entretanto, agora veremos outra crise no horizonte: Crise de confiança no tesouro americano, queda no dólar e volta da inflação mundial. Como e quando isso ocorrerá eu não tenho idéia. Qual será o impcato também não sei ainda, mas vê-se uma nova nuvem se formando.

“Lidar com incertezas…” Não é Enio? Se o leitor não compreendeu esse comentário, leia o texto abaixo sobre Risco Operacional.

Por isso eu admiro a Vela . . .  Investimentos é como velejar. Tempestades não acabam definitivamente, elas vão e voltam. Quem viu minha palestra na Expomoney Curitiba deste ano sabe do que estou falando.

Raphael Cordeiro, CFP, CNPI

por Enio Ribeiro

         Lidar com a incerteza e analisar riscos sempre foram características muito fortes da atividade bancária. A globalização, a pressão competitiva do sistema financeiro e o desenvolvimento tecnológico estão tornando as atividades bancárias e seus riscos cada vez mais complexos e, sobretudo em um momento em que as atenções de grande parte da sociedade encontram-se voltadas para a crise mundial e seus desdobramentos, o gerenciamento de riscos operacionais e a governança corporativa vêm novamente à tona.

          Embora sempre estivesse presente nos negócios, tanto em instituições financeiras quanto nos demais tipos de empresas, a expressão “risco operacional” ganhou especial significado após alguns desastres financeiros na década de 90 (Bankers Trust - 1994, Credit Lyonnais - 1994, Barings - 1995, Daiwa Bank - 1995, Nacional - 1995, Sumitomo - 1996, para citar alguns), o que levou os órgãos reguladores à conclusão de que não era suficiente para a indústria financeira gerenciar corretamente apenas os riscos de crédito e mercado havia também a necessidade de manter sob controle os riscos operacionais. Por definição, risco operacional é o risco de perda direta ou indireta, resultante de inadequações ou falhas de processos internos, pessoas, sistemas e/ou eventos externos e é inerente a todas as unidades da instituição.

          Ao contrário dos outros riscos, os quais são gerenciados de forma centralizada, o gerenciamento dos riscos operacionais é de responsabilidade de cada unidade, esta tem o dever de identificar, avaliar e classificar seus riscos operacionais, estimulando uma cultura organizacional adequada de riscos. O fator “pessoas” tende a ser a origem da maioria das perdas operacionais que inevitavelmente surgem, seja por erro ou intenção, por isso cada colaborador é responsável pelo gerenciamento dos riscos operacionais através da garantia do cumprimento de normas e políticas de procedimentos internos e da qualidade do trabalho exercido. Todos nós devemos estar cientes desta responsabilidade e darmos nossa parcela de contribuição para a eficiência do gerenciamento de riscos operacionais.

          Em momentos de turbulência surgem grandes oportunidades de melhoria, por isso devemos aproveitar este momento para aumentarmos nossa vantagem competitiva através da redução de perdas operacionais aumentando nossa reputação junto aos clientes, investidores e reguladores, alinhando assim, a relação risco-retorno à estratégia da organização.

          A disciplina na gestão de riscos operacionais é fundamental para o progresso da nossa organização e contribui com a responsabilidade social corporativa por meio de incentivo ao comportamento ético e socialmente responsável, evitando condutas indesejadas ou inadequadas.

Enio Ribeiro é engenheiro, gerente de risco operacional

Existe um site, promovido pelo administrador Stephen Kanitz, que dá ênfase às boas notícias.

 

Algumas delas:

Comércio Bate Recorde;

Foram criados 34mil empregos em Março;

Tivemos uma produção recorde de carros em março de 2009;

A produção de motos sobe 56%;

China cresce quase 7% no primeiro trimestre;

Inflação Brasileira continua próximo da meta - IPCM de Março foi de 0,43%.

 

Para maiores informações acesse:

http://brasil.melhores.com.br/

 

 

Kanitz é administrador.

Parte dessa crise, sob meu ponto de vista foi causada pelo exagero da profissionalização das empresas.

 

O fim da figura pessoal que representa uma empresa é péssimo para os negócios.

 

Homens como Jorge Gerdau da Gerdau, Antonio Ermírio da Votorantim, Abílio Diniz do Pão de Açúcar, Com. Rolim da TAM, Bill Gates da Microsoft e até mesmo o Jack Welsh da GE são necessários, não apenas para a perenidade de suas empresas, mas também para o equilíbrio da economia.

 

Esses executivos que expuseram seus bancos e empresas a enormes prejuízos podem ter sido muito imediatistas. Se os seus bônus fossem pagos de outra forma, dúvido que tudo isso teria acontecido.

 

Solução: Dê bonus em ações das empresas e proíba que os executivos vendam essas ações em até 10 anos após a sua saída da empresa. Só assim, para que os executivos sejam homens que realmente defendam os interesses de suas companhias.

 

E a Governança Corporativa, o que tem a ver com isso? Estou fazendo o curso de Conselheiro no IBGC (Instituto de Governança Corporativa), o que tem sido ótimo e recomendável para todo executivo que é sócio ou dirige alguma empresa, mas acredito que toda a estrutura de Governança corre o risco de tirar poder demais do Principal homem da empresa e o que mais tem interesse na perenidade da empresa.

 

Gostaria muito que tivéssemos comentários sobre esse tema para me auxiliar a refletir.

 

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