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No último dia 15 foi publicada uma matéria no Infomoney sobre o valor que o Ibovespa deve encerrar o ano intitulada: “É hora de comprar? Ibovespa pode subir mais 30% até o final do ano”

http://web.infomoney.com.br/templates/news/view.asp?codigo=1880196&path=/investimentos/

Na verdade me lembra muito o ano de 2008, pois na mesma época do ano o IBOV estava em 70 mil pontos e a média das projeções também estava próxima de 82 mil pontos. Naquele ano o Ibovespa encerrou em 37.550.

O que eu quero dizer com isso, não é que a bolsa vai cair, mas que ninguém consegue de fato prever o mercado, o nível de erro é muito grande e ainda há grandes chances dos relatórios das corretoras serem tendenciosos. Quem investirá em Bolsa se o os analistas projetarem que vai cair? Essas corretoras ganham dinheiro com quem investe na bolsa!


Eu trabalho com banda de IBOV justo para o presente momento, considerando o cenário atual e um pouco da projeção de lucros das empresas. Esse valor está entre 64 e 72 mil pontos. Por isso que recomendei cautela quando o mercado chegou em 71 e recomendei um pouco de compras quando estava em 58 mil pontos.

Não é possível afirmar, mas apresento 6 razões para acreditar que uma negociação com a Lenovo está em curso:

1. A Posinfo é dona de 1/4 do mercado de computadores legais (ex-cinza);

2. O Caixa da empresa está ridiculamente baixo;

3. O Estoque da companhia está estupidamente alto e deram baixa de 50 mi no final de 2009;

4. Não existe plano de sucessão do Presidente executivo, que já tem cargo garantido na presidência do grupo Positivo em aproximadamente 5 anos;

5. O negócio do grupo é ensino e de preferência bem longe dos acionistas minoritários;

6. Os administradores receberam multa de R$ 1,2 milhão devido às falhas de informações sobre a última negociação com a Lenovo, logo terão muito cuidado antes de divulgar qualquer informação.

Abraço,

Raphael Cordeiro

O nível de volatilidade do Ibovespa, o mais conhecido índice de ações do Brasil, encontra-se no nível mais baixo dos últimos 6 anos. Entenda por volatilidade incerteza e insegurança por parte dos investidores. Volatilidade é o desvio-padrão, é a oscilação. Um ativo que oscila 10% com frequência, tem uma volatilidade maior que um ativo que oscila no máximo 1%.

Grécia está quebrada, Portugal vai no mesmo caminho, o desemprego na Espanha está em níveis históricos, crise política está instaurada na Europa, preços dos imóveis continuam baixos nos EUA, China e Brasil começam a ter inflação e Japão não deverá se mexer por um bom tempo.

Apesar disso tudo, nossa bolsa voltou merecidamente para próximo das máximas e a volatilidade caiu para as mínimas. Algo parece estranho…  CALMARIA se instalou!!! Calmaria é a cessação completa de ventos, um grande temor dos Comandantes de fragatas. Na Calmaria não há como chegar aos seu destino e a tripulação tende a relaxar, relaxar tanto que chega ao ponto de se fragilizar.

A única certeza que temos é que a calmaria acabará em algum momento, mas isso não quer dizer necessariamente que o vento que virá será de proa.

Fiquem de olho no Barômetro.

         O Ibovespa, principal índice de ações do Brasil que mede a variação média do nosso mercado, é o que mais sobe no mundo, com valorização de 78% em reais e mais de 145,4% de valorização em dólares. Isso reflete o otimismo dos investidores internacionais com a economia brasileira e reforça nosso sentimento de que o Brasil é um país em rota ascendente efetivamente. Abaixo a relação das 10 bolsas que mais valorizaram no ano em dólares (%):

 

           Entretanto, recomenda-se cautela aos investidores, neste momento justifica-se mais uma redução de exposição da Bolsa, pelo menos para se voltar ao percentual alocado neste mercado no primeiro semestre do ano, do que aplicar mais recursos em ações.

           Cautela investidor, apesar do ano de 2009 ter sido fantástico não há qualquer garantia de que isso se repetirá no ano que se inicia.

Até o dia 10 de dezembro instituições financeiras de todo o Brasil estarão recebendo propostas para a oferta pública de debêntures da BNDESPar.
 
São duas séries:
1 - Pré-fixada:
Rentabilidade: aproximadamente 12,8% ao ano
Prazo: jan/2013
Pagamentos: Juros + principal no vencimento
Liquidez: Negócios na Bovespa (BovespaFix)
Custo para compra: Não há custo de corretagem para compra.
Atratividade: Se a taxa Selic (taxa básica de juros e referência para os investimentos em nosso país) permanecer abaixo de 12% ao ano, o investidor dessa debênture levará vantagem. Lembramos que atualmente a taxa básica de juros (SELIC/CDI) está em 8.75% ao ano e projeta-se que subirá para 10,5% até o final de 2010 (informações segundo Relatório Focus do Bacen - http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/R20091120.pdf). 
 
2 - Indexada ao IPCA
Rentabilidade: aproximadamente 7% ao ano + IPCA
Prazo: jan/2015
Pagamentos: Juros anual a partir de jan/2012 + principal corrigido pelo IPCA no vencimento
Liquidez: Negócios na Bovespa (BovespaFix)
Custo para compra: Não há custo de corretagem para compra.
Atratividade: Se a diferença entre a taxa Selic e o IPCA permanecer abaixo de 7% ao ano, o investidor dessa debênture levará vantagem. Lembramos que atualmente a taxa básica de juros (SELIC/CDI) está em 8.75%  e o IPCA projetado para 2010 é de 4,4%. Projeta-se que essa diferença será de aproximadamente 5,2% em 2010 (informações segundo Relatório Focus do Bacen - http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/R20091120.pdf).
 
Se desejar fazer uma oferta, talvez seja melhor não condicioná-la a uma taxa de juros mínima, tampouco dar possibilidade de migrar para a outra série (informe ao seu corretor: Modalidade 02 sem taxa mínima, caso seja essa a sua escolha).
 

Apesar das Bolsas de Valores balançarem ao redor do mundo no final do mês, o fechamento do mercado de ações brasileiro terminou positivo.

Ao longo de outubro, os analistas e economistas consultados pelo Banco Central passou a crer efetivamente, que a economia do Brasil crescerá neste ano e que a taxa de juros subirá para 10,5% ao longo de 2010. O dólar, como não podia ser diferente permaneceu em queda, mesmo após a medida do governo de taxar em 2% a entrada de recursos estrangeiros no país. Sob o meu ponto de vista, essa medida foi efetivamente para elevar as receitas do governo e como desculpa para a população, falou-se que é para conter a valorização do Real.

Um dado que preocupou foram as contas públicas do governo, que apresentaram o pior mês de setembro desde 1991. Poderemos ver uma piora no risco país e consequentemente nos demais ativos como bolsa, imóveis e títulos pré-fixados.

Rentabilidades

CDI………0,69%

IBOV…….0,04%

Dólar……-1,92%

IPC-M……0,03%

Perspectivas: Me parece que as coisas continuarão bem até o final do ano, mas há algo no horizonte, talvez relacionado às contas públicas do Brasil.

Segundo o relatório Focus, divulgado hoje pelo Banco Central, o mercado projeta crescimento de 0,01% para a economia brasileira em 2009.

Uma notícia não tão boa é que o juros projetado para o fim de 2010 é de 9,75% ao ano.

Para ver o Focus acesse: http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/R20091002.pdf

O afrouxamento da política fiscal vem causando isso…  o mercado enxerga que a economia se recupera bem, entretanto, o governo não compensará o consumo total, reduzindo seus gastos. Lembrem-se, que no ano que vem, temos eleições e para gerar votos o governo fará de conta que está trabalhando mais.

Como isso afeta seus investimentos?

Títulos pré-fixados poderão perder valor, entretanto, eles já estão considerando essas altas. Atualmente, é possível encontrar CDB pré por aproximadamente 11% ao ano, para 2011.

Eu recomendaria comprar pós-fixado por enquanto, pois, acredito que o juros subirá mais do que o mercado projeta.

Outra coisa que pode não ser bom comprar agora são os fundos imobiliários. Neste ano, vão absorver o IGPM negativo podendo ocorrer correções de aluguéis para baixo e no ano que vem sofrerão com a possível alta dos juros.

Estou de olho em duas informações que considero importante para a economia norte-americana neste momento.

A primeira delas é o preço dos imóveis. A crise começou neste mercado e enquanto o preço das casas continuasse caindo, dificilmente veríamos recuperação, entretanto, agora que os preços sobem e quem pensava em comprar uma casa vai começar a procurar, pois se esperar, poderá pagar mais caro com juros mais alto. A última divulgação do índice S&P Case-Schiller que mede o preço das 20 principais regiões dos EUA apresentou valorização de 1,7% em julho quando comparado ao mês anterior.

Outro importante dado é o desemprego que, infelizmente continua subindo. O último dado, referente ao mês de setembro, veio abaixo da expectativa e o índice de desemprego chegou a 9,8%, valor não visto desde junho de 1983. Dados preliminares do governo estadunidense indicam a perda de 263 mil postos de trabalho e os setores que mais demitiram foram construção e indústria manufatureira. Um alento é que a perda é menor do que a média do ano em que foram fechados quase 400mil empregos mensais em média.

É possível que as coisas continuem melhorando, pois as pessoas voltarão a comprar imóveis, a deterioração do dólar poderá ajudar a indústria local e as festas de final de ano - dia de ação de graças em outubro e natal -  poderão incentivar o consumo da população.

Mas vamos acompanhar os dados, pois, apesar de existir um tendência otimista alguns dados continuam preocupando muito.

Ano que vem, teremos eleições no Brasil e algo que tem me despertado interesse especial é qual será o próximo passo do atual presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles. Em 2002, ele foi eleito deputado federal pelo PSDB no estado de Goiás, mas renunciou ao cargo para substituir Armínio Fraga na presidência do BACEN, a convite do presidente Lula.

Apesar de ter ido para uma área técnica, nunca escondeu seu desejo de ingressar de fato na política, porém acredito que o maior benefício que poderia levar aos brasileiros é assumir um cargo executivo. O Brasil carece de governantes executivos e sua competência é inquestionável… tão inquestionável que o PT pode estar sondando-o para ser vice-presidente de Dilma ou, no mínimo, ministro da fazenda.

O Brasil teve um dos melhores Bancos Centrais do mundo durante os anos de Armínio e Henrique e poderá agora ter os melhores anos de desenvolvimento econômico de toda sua história… estranho pensar nisso, mas contra dados, não há argumentos.

Democracia consolidada, lei de responsabiliade fiscal, política monetária estabilizada, bom nível de alfabetização, commodities em alta, empresas multinacionais líderes em seus segmentos, mercado de capitais desenvolvido, juros baixos, grau de investimento, risco país inferior a média e elevado volume de reservas internacionais são algumas das razões que nos faz acreditar que nossos filhos terão boas oportunidades de desenvolvimento nas próximas décadas.

Espero, realmente, que um executivo com experiência em gestão e economia de mercado tenha um papel importante no próximo governo.

Moral da história: “Nunca diga nunca.”

PS: Calma leitores liberais, foi apenas uma suposição.

Olá leitores do Blog,

Apesar de ser administrador e não economista, gostaria de colocar aqui meu prognóstico do PIB para este ano.

Acredito fielmente que veremos crescimento econômico em 2009, de aproximadamente 1%. Como cheguei nesta conclusão?

O PIB é formando por: Consumo, Gastos do Governo, Investimentos e a diferença entre exportação e importação. O Consumo sobe a uma taxa real de aproximadamente 5% (dados do varejo do IBGE de julho), os Gastos do Governo aumentaram 10% acima da inflação e a exportação continua superando a exportação (de acordo com o Ministério do Desenvolvimento até a 3ª semana de setembro o saldo superava em 10% os dados de 2008). O que caiu muito foram os investimentos, de acordo com o IBGE no 1º semestre recuou 9,8%. Logo, acreditamos que uma variação positiva é condizente com a realidade.

Outra forma para avaliar o PIB é classificando-o conforme os setores. Serviços, Indústria e Agropecuária têm respectivamente os seguintes pesos em nossa economia 66%, 25% e 9%. De acordo com o dados dos respectivos segmentos, o crescimento nominal deverá ser +9%, -2% e +2% respectivamente, logo a economia crescerá 5,62%, porém, parte deste crescimento veio de exoneração fiscal e se retirarmos a inflação, o crescimento real será de aproximadamente 1%.

Claro que meus dados são incertos pelo fato de ser baseado em fatos de parte do ano e projeções, entretanto, tenho certeza que os mais pessimistas terão uma grande decepção.

O Banco Central divulgou nesta semana que sua projeção para o PIB deste ano é de crescimento de 0,8% e o Relatório Focus da semana passada, que colhe dados de dezenas de instituições financeiras, passou a projetar crescimento zero. Aposto que, em no máximo um mês, a projeção passará a ser positiva.

E daí, como isso afeta o seu bolso? A bolsa de valores neste momento está mirando a economia de 2010, que poderá apresentar um desempenho fantástico. Terminaremos 2009 com forte crescimento e entraremos no próximo período com o acelerador no fundo.

Bons investimentos,

Raphael

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