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Enquanto a economia brasileira cresce em ritmo galopante, as empresas chegam muito próximo do seu limite, não apenas por falta de mão de obra, mas também porque falta estrutura e recursos para investimentos, além dos gargalos da infra-estrutura do país.

Fase de crescimento é um período muito delicado para as empresas. Esses são os momentos em que os gestores costumam relaxar na busca por eficiência e correm o risco de desprezar alguns clientes/contratos. Além disso, quando a empresa expande sua capacidade produtiva costuma endividar-se e a necessidade de capital de giro é ampliada. Isso quer dizer que, em momento de crescimento as empresas costumam elevar sua exposição ao risco.

Existe um outro fator que costuma agravar a situação do endividamento das empresas: quando o mercado cresce forte, aumentam as chances de subir a inflação e consequentemente a TAXA DE JUROS - exatamente o que está acontecendo agora. A taxa básica de juros (SELIC) já subiu para 10,25% ao ano e estima-se que encerrará o ano entre 11,5% e 13%.

O que isso tudo quer dizer?

Agora é o momento para ter cautela, pois muita agressividade pode comprometer o risco da sua empresa. Invista em expansão, mas preste muita atenção na necessidade de capital de giro e não esqueça de controlar as despesas e atender bem os clientes fiéis.

Um bom momento para investir foi no início de 2009. Tudo estava mais barato, tinham profissionais disponíveis no mercado e a concorrência covarde estava congelada.

Concluindo: invista no crescimento, mas tenha prudência quando os concorrentes estão eufóricos. Sua empresa deve viver para sempre, logo, um ano de ótimos resultados não justificam se o período seguinte for ruim.

Acabei de ler um livro sobre o Richard Branson, fundador da Virgin. Minha esposa tinha lido sua biografia há alguns anos e à época tinha se tornado uma fã da marca. Eu quase me tornei após a leitura… Realmente essa é uma empresa que tem muitos admiradores e aproveitam isso para vender desde passagem aérea, passando por refrigerante indo até celulares e planos de previdência. Ele é o Robin Hood moderno e sua estratégia é simplesmente bater de frente com grandes marcas consolidadas. Foi assim com a Coca Cola, com a British Airways e tem sido assim com a AT&T nos EUA - repare no celular da Lady Gaga no vídeo “Telephone” que conta com a participação da Beyonce.

Outra empresa que parece ter criado uma multidão de fãs é a Red Bull. Para mim ela é uma incógnita, até porque diferente de outras companhias citadas neste blog não possui um representante público. De qualquer forma, as coisas que eles inventam para promover sua marca são fantásticas. A promoção que eles fizeram com o carro de formula 1 em uma arena de Madrid foi incrível - http://www.youtube.com/watch?v=tSWJw353PME&feature=related. A competição Red Bull Air Race é muito legal - nos próximos dias 7 e 8 eles estarão no Rio de Janeiro. Sem comentários para as estripulias do Travis Pastrana (http://www.youtube.com/watch?v=UKzzhMxB0Cc&feature=channel) e no maior salto da história do motociclismo feito no “Arc de Triomphe” por Robbie Maddison (http://www.youtube.com/watch?v=MLejkyXbJlc) no ano novo de 2008.

As melhores empresas, não necessariamente as mais lucrativas ou maiores, mas as melhores, são empresas que presam por algumas premissas relevantes.

Segundo a Fortune (http://bit.ly/cYez92) as três companhias mais admiradas do mundo são Apple, Google e Berkshire Hathaway e algumas coisas elas têm em comum. Valores muito fortes é uma delas. Criatividade e resultados são outras. Paixão pela excelência e líder inspirador também. Jobs da Apple e Buffett da Berkshire são grandes inspiradores, que movimentam massas atrás de suas jogadas.

Divertimento, sob o meu ponto de vista, também é algo essencial. O escritório de design da Apple toca música alta o dia todo. Os escritórios da Google são verdadeiros salões de jogos (chocolate eles tiveram que tirar, pois o pessoal estava engordando) - http://bit.ly/bg2Nea . A reunião anual da Berkshire é uma festa e os vídeos anuais publicitários são “estranhíssimos” - http://bit.ly/brSxdC.

Pena que poucos se encorajam por fazer algo EXCELENTE. Muitos preferem comodidade e ganhos de curto-prazo, com pouco respeito aos clientes e colaboradores. Tantos vendem seus valores por uma ninharia. Entretanto outros podem chegar mais longe, porém sem impetuosidade, coragem e merecimento acabam ficando pelo caminho. É realmente difícil chegar lá, mas como é bonito ver os que chegam.

APPLE, GOOGLE e BERKSHIRE HATHAWAY obrigado por nos inspirar.

Empresas assim não têm clientes, têm fans.

Eu sou um deles.

PS: Prometo copiá-los ; )

PS2: Hoje está sendo lançado o IPAD, aparelho que revolucionará não apenas o mercado editorial mas também a maneira como utilizamos a internet em casa. Quero três: Um para a minha mãe, outro para o meu pai e para mim.

Essa é uma dúvida enorme tanto para os investidores que compram ações quanto para os empreendedores que querem vender ou comprar empresas.

Quando se fala de empresas de capital aberto, como Petrobras, Vale, Bradesco, entre outras, pelo menos há uma boa referência. A soma do preço de todas as ações de uma companhia nada mais é do que o valor da empresa, porém mesmo para essas é necessário fazer uma análise de valor para verificar se ela está sendo negociada com desconto. Quanto maior for esse desconto melhor será para o investidor, pois aumenta-se o potencial de ganhos.

Basicamente existem três metodos:

1 - Patrimônio Líquido a preços de mercado

2 - Múltiplos

3 - Fluxo de Caixa Descontado

O primeiro, Patrimônio Líquido a preços de mercado é a diferença entre o valor dos ativos e passivos com preços atuais. Avalia-se quanto vale cada um dos bens da empresa (estoque, veículos, mobiliário, equipamentos, imóveis, etc) e reduz-se as dívidas (fornecedores, credores, impostos, etc). Esse método não deve ser utilizado para empresas lucrativas que geram valor agregado ao seu ativo, pois a partir dos outros métodos será possível verificar o valor da atividade da empresa.

Na análise por Múltiplos parte-se do princípio que negócios similares devem ter valores similares, ou seja, multiplicando-se dados como Faturamento, Patrimônio Líquido, Lucro e Lajida por um número médio de mercado, será possível identificar o preço da empresa. Esse último, que vem da tradução de EBITDA (Lucro antes de juros impostos depreciação e amortização) do inglês, ganhou notoriedade nas últimas décadas com a globalização dos negócios, pois não leva-se em conta particularidades de países em relação a taxa de juros, impostos e contabilização de depreciação. Entretanto, justamente por essa razão, ele pode ser muito perigoso, já que o governo cobrará seus impostos e o credor cobrará seus juros.

Por último e não menos importante temos o Fluxo de Caixa Descontado que junto ao Múltiplo é o método mais utilizado nas avaliações de empresas. Nesse caso é feita uma projeção do fluxo de caixa livre da empresa para os próximos anos, normalmente entre 5 e 8, e com uma taxa de desconto considerada compatível com o risco que esse negócio representa, traz-se para o valor presente encontrando-se o valor da firma. Basta então reduzir a dívida para encontrar o valor da companhia para o acionista. Entenda por Fluxo de caixa livre o lucro depois do valor destinados a “re-investimentos” na empresa.

Este último é para mim o método mais adequado, mas tem uma grande falha. Por se tratar de uma projeção, com certeza estará errado. Deve-se comparar com os valores dos múltiplos para encontrar a banda de valor do negócio. Jamais existirá em qualquer momento um valor exato, mas uma banda de referência é a melhor forma para negociadores entrarem em um consenso mais facilmente.

Em próximos posts falarei mais sobre o método de Fluxo de Caixa Descontado.

            Muitas empresas passam por um aperto financeiro neste momento. Primeiro veio a crise econômica mundial e depois a gripe A - e alguns empresários se perguntam: “tenho a empresa há anos e as vendas estão bem. Por que não sobra dinheiro?”.

            Uma história que me impressiona e exemplifica bem esse tipo de caso é a de uma pequena empresa do ramo gráfico que, em seu primeiro ano, quando funcionava nos fundos da casa do pai de um dos sócios, faturou R$ 30 mil. Após um bom crescimento, encerrou o segundo ano com vendas de R$ 60 mil e no terceiro ano, após ter se instalado em um pequeno barracão, faturou quase R$ 200 mil. Infelizmente, a história acabou aí, pois a empresa ficou devendo muito mais que a sua capacidade de pagamento e os sócios encerraram as operações antes do quarto ano de atividade.

              Isso é muito comum, pois o resultado financeiro da empresa não depende apenas das vendas - tampouco dos lucros. O resultado financeiro é a sobra de caixa que o sócio poderá resgatar para seu próprio consumo sem prejuízo para a empresa. Entretanto, até chegar lá, um longo caminho há de se percorrer. Então surgem algumas questões, que devem ser esclarecidas:

 

1 - Por que vendas não significam resultados?

Porque uma empresa que fatura pode não receber de clientes inadimplentes. Além disso, prazos muito longos de recebimento deixarão a empresa sem dinheiro para pagar custos e despesas vincendas. E, principalmente, se adiantar recebimentos com instituições financeiras, poderá pagar juros maiores que seus lucros.

Outro fator é que os custos e as despesas poderão ser maiores que o faturamento. Dentre as despesas, incluímos as retiradas dos sócios, que costumam ser um estorvo na vida financeira de muitas empresas, independentemente do seu tamanho.

 

2 - Por que lucro não significa resultado?

Porque reinvestimentos necessários para manter o negócio poderão ser maiores que o lucro. Tanto investimento em capital de giro, comumente utilizado para alavancar vendas, quanto investimentos em infra-estrutura e equipamentos, entram nessa conta.

 

3 - Por que, mesmo com resultado, o negócio pode não ser perene?

Porque o futuro é imprevisivel e, em algum momento, a empresa poderá passar por um período de dificuldades - sejam elas fatores externos, como a gripe A, ou fatores internos, como um incêndio. Se o gestor não tiver uma reserva financeira para se apoiar nesses momentos, terá grandes dificuldades de continuar as atividades do negócio.

 

              O que se recomenda é sistematicamente controlar e planejar. Torna-se necessário conhecer com exatidão as margens de todos os produtos e/ou serviços vendidos, bem como as despesas. Crescimento rápido só será um benefício para a empresa quando existir planejamento. E reservas financeiras são uma obrigação para qualquer empresário com um mínimo de prudência.