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Analisando as pessoas mais ricas do mundo em 2009 descobrimos uma coisa interessante. Seus rendimentos nos últimos anos foram pífios.

Bilionários Rentab. Anual entre 05 e 09
William Gates III -3,69.
Warren Buffett -4,24.
Carlos Slim Helu & family 18,33.
Lawrence Ellison 5,16.
Ingvar Kamprad & family -1,11.
Karl Albrecht 3,83.
Mukesh Ambani 29,19.
Lakshmi Mittal -6,26.
Theo Albrecht 4,94.
Amancio Ortega 9,78.
Jim Walton -0,55.
Alice Walton -0,56.
Christy Walton & family -0,83.
S Robson Walton -0,56.
Bernard Arnault -0,74.
Li Ka-shing 5,66.
Michael Bloomberg 33,75.
Stefan Persson 6,67.
Média 5,49.

Dos 18 maiores bilionários apenas 3 conseguiram rendimentos de dois dígitos ao ano nos últimos 4 anos. Se eles não conseguem ganhar muito, por que encontramos dezenas e dezenas de investidores querendo ganhar 2%, 3%, 4% ao mês.

Acredito que se faz necessária uma análise isolada por gênero e orçamento ou investimentos.

INVESTIMENTOS

Mulher costuma ser mais cautelosa, o que na média pode trazer ótimos resultados devido a redução de custos de transações e minimização de perdas irreversíveis. Entretando, também existem mulheres “jogadoras”, perfil de pessoas com grande chance de perder seus recursos sistematicamente. A cautela exagerada poderá ser prejudicial se transformá-la em uma medrosa.

Homem costuma ser mais arrojado. Isso incorre em perdas potenciais, porém os ganhos quando ocorrem são expressivos. A confiança do homem na medida certa pode trazer muitos bons frutos, entretanto a arrogância o levará ao fracasso.

ORÇAMENTO

Mulher gasta com mais frequência, o que pode parecer que gasta mais dinheiro, o que não é verdade. Gastar sempre (manicure semanalmente, cabelereiro a cada 15 dias e roupa em cada coleção), não quer dizer necessariamente gastar mais.

Homem gasta com frequência apenas com seus hobbies (futebol, cerveja, pescaria, barco, etc), porém tem uma tendência muito maior de ter brinquedinhos caríssimos como um carro, uma moto, um barco, “home theater”, TV de LED, etc.

Porém, já conheci muitos homens e mulheres perdulários, gastadores compulsivos que jamais experimentaram uma vida com poupança. Ao mesmo tempo que conheço diversas pessoas, independente do sexo, que guardam dinheiro compulsivamente.

RESUMINDO, homens e mulheres são diferentes e um ser perfeito somente será possível com a soma das diferenças. Seja cauteloso ao criticar sua(eu) esposa(marido), escute-a(o) conversem e busquem um consenso.

Ganhar mais é e sempre será o objetivo da grande maioria das pessoas, entretanto conseguir aumentos de forma sistemática não é para qualquer um. Qual será o segredo?

Primeiro, acredito que é necessário identificar o perfil de sua empresa. Como as pessoas que ganham mais do que você conseguiram aumento? De quanto em quanto tempo costuma-se promover um profissional? Existem critérios para esses aumentos? Quais são eles?

Depois de fazer essa análise, recomendo verificar como você se sente com o salário que ganha? Explorado, explorando a empresa ou confortável? Pesquise salário de pessoas como você em outras empresas ou de amigos que considere estar no mesmo nível.

Avalie os resultados que tem trazido para a sua empresa e parta para o plano de ação.

Se sua empresa tem gestão moderna com políticas de meritrocacia e concede aumento sistemático para os bons profissionais, trabalhe e apresente os resultados alcançados às pessoas chaves.

Se sua empresa é meia-boca e costuma conceder aumentos para os profissionais medianos que pedem aumento, faça o mesmo, não queime o filme e peça correção salarial.

Agora se sua empresa não tem política salarial e aumento é algo desconhecido, puxe muito o saco do seu chefe e de seu superior e reze para que ele saia da empresa, ou procure outro emprego. Essa última situação é recomendável quando seu chefe está há mais de 10 anos no mesmo cargo, não é bom o bastante para ser contratado pela concorrência e pretende se aposentar em mais de 10 anos.

Pois é, sempre digo que o foco deve ser na Renda e não nas despesas, mas não é tão fácil assim de se colocar isso em prática. A sorte sempre ajuda, mas se seu perfil não for adequado ao da empresa, melhor trocar de emprego. Se obrigar a puxar saco de chefe apenas para ganhar aumento não é algo que todos se sujeitam a fazer.

Bons salários em 2010.

PS: Brasil está com o menor nível de desemprego da história. Talvez seja uma boa hora de mostrar a cara para o mercado.

1- Defina objetivos que considere importante

Pode ser simplesmente a formação de uma reserva, a compra de um apartamento de 100m2 ou a compra de uma casa de 300m2.

Uma boa estratégia para relembrar do seu objetivo é colocar uma foto dele em sua carteira ou em algum lugar que veja com certa freqüência.

2 - Verifique como está sua capacidade de poupança

Anote seus gastos mensais e compare-os com suas despesas, fazendo um orçamento. Pode ser feito através de planilhas eletrônicas, websites de finanças pessoais ou em uma simples agenda, dependendo de como se adaptar melhor. 

3 - Maximize sua capacidade de poupar

Tente aumentar sua renda, através de uma promoção no trabalho ou atividades extras fazendo “bicos”. Outra forma de elevar sua poupança é minimizando despesas, verifique os desperdícios para não perder qualidade de vida. 

4 - Invista bem o dinheiro poupado

Ver o dinheiro protegido e crescendo promove motivação para que o investidor poupe ainda mais, entretanto, deve-se cuidar para não o expor a riscos elevados. Recomenda-se sempre priorizar a segurança e apenas em seguida avaliar a rentabilidade da aplicação. Quem perde dinheiro poupado costuma justificar o excesso de gastos com esse fato.

Seguro de vida deveria, na verdade, chamar: “Seguro de morte, para a vida de quem você ama.”

Ele é um seguro que visa atender as necessidades financeiras e econômicas das pessoas que dependem de outrem. O melhor exemplo para ilustrar esse tipo de caso é o de uma família que tem no Pai a única fonte de renda, os filhos estudam em escolas particulares, possuem planos de saúde privado e ainda não compraram uma casa própria.

Em caso de morte do pai, os filhos ficarão sem plano de saúde, terão que mudar para escola pública e não terão a presença da mãe em casa pois ela terá que sair para trabalhar.

Outro bom exemplo é de uma mãe solteira que tem filhos para criar e ainda não acumulou riqueza o bastante para que seus herdeiros possam terminar estudos sem precisar de renda.

Nesses casos, a necessidade de se deixar recursos para a família, no caso de falecimento do provedor, é clara. O fato da probabilidade de morte ser baixa não exclui a necessidade de contratação do seguro, pois o impacto da falta do (a) provedor (a) será enorme para a família que fica.

Quando contratar?

Sempre que tiver dependentes ou estiver planejando ter filhos e seus investimentos deduzidos das dívidas e dos custos de sucessão (ITCMD e honorários advocatícios) oferecer uma renda inferior a necessária para seus dependentes seguirem a vida.

Quanto contratar?

O mais correto é pegar a soma dos recursos que serão despendidos ao longo do tempo e trazer tudo isso ao valor presente, descontando a uma taxa de juros não superior a 5% ao ano. Via de regra, pode considerar 200 vezes os gastos mensais dos seus herdeiros e cônjuges.

Em qual seguradora confiar?

Mais importante do que confiar em uma seguradora é proteger-se legalmente, lendo contratos e preenchendo corretamente o formulário de contratação. Doenças pré-existentes, por exemplo, não costumam ser cobertas, ou seja, se você já teve um infarto e morrer disso no futuro, corre-se o risco da seguradora não pagar o seguro para os beneficiários. Algumas companhias fazem exames médicos antes de emitirem as apólices, o que oferece uma garantia a mais. Contratação de seguro com mais de uma seguradora pode ser uma alternativa, entretanto, isso não exime a necessidade de ler os contratos.

Em breve, darei um exemplo de como calcular o valor necessário da apólice.

Seguro também é investimento, para a sua família.

Nos últimos finais de semana fui em parques e à alguns shoppings de Curitiba e o que me agradou foi o fato de ver os parques cheios, enquanto os shoppings estavam vazios.

Os comerciantes de grandes centros de compras que me desculpem, mas passar o dia com a família em áreas abertas contribui muito para sua saúde financeira. Enquanto em um parque os pais jogam bola, brincam de pega-pega com os filhos e levam seus animais de estimação para passear, no shopping gastam com estacionamento, cinema, pipoca, presentinhos, etc.

Outro fato positivo é que, se as pessoas se acostumarem com uma melhor higiene das mãos ficarão menos doentes, gastarão menos tempo em licenças médicas e menos dinheiro em remédios e planos de saúde.

Esse é o lado positivo da gripe.

          A compra de um imóvel é o desejo da maioria das famílias brasileiras, porém quando não planejada, pode se tornar um pesadelo. O resultado de um mau planejamento foi visto nesta última crise, pois a maior economia do mundo não conseguiu controlar o impulso de oferecer casas mais caras do que a capacidade de pagamento dos compradores. Analisando de forma micro, encontramos diversos casos de pessoas e famílias que, por falta de planejamento, viram seus sonhos ir pelo ralo ou até mesmo um relacionamento de anos acabar. Vou contar um caso para vocês:

Este é caso do Sr. Everaldo, casado com Marli e pai do Bruno e do Thiago. Após anos e anos de economia conseguiram construir a casa dos seus sonhos. Ficava em uma esquina de uma região privilegiada da cidade em que moravam. Tinha uma suíte para cada um dos filhos, 2 salas, garagem coberta para três carros e uma ampla área de lazer com espaço separado para a futura piscina. Depois de um ano morando naquele espaço maravilhoso a família se deu conta que as despesas crescentes, devido à entrada de um dos filhos no ensino médio, estavam consumindo todos os rendimentos do casal, mesmo com muita economia. Depois de dois anos se mudaram para uma casa menor. Segundo o patriarca, isso foi feito porque ele se viu escravo daquilo que um dia parecia ser seu sonho. Porém, descobriu que não estava preparado financeiramente para a casa, apenas depois da construção. – tão difícil quanto conquistar o seu sonho é mantê-lo, comentava ele ao falar de sua história.

Esse é um exemplo do que pode acontecer com famílias que planejam mal a conquista de sua casa própria, porém de maneira alguma, alguém deve desistir de um sonho tão importante, deve apenas planejar, ter disciplina e paciência, para que a conquista seja prazerosa e perene.

Mas como planejar a compra de uma casa? Sugiro separar em 4 etapas:

1 – Definição do Objetivo - A primeira etapa é definir exatamente o tamanho do seu sonho, qual o imóvel que gostaria de comprar, quanto ele custará e quando pretende adquirí-lo. Lembre-se sempre de separar uma parte do orçamento para pagamento de impostos (ITBI) e provável reforma e mobília para a nova casa. Exemplo: Quero comprar um apartamento de 100 m2, com 3 quartos, duas vagas no bairro do Morumbi por até R$ 300 mil.

2 – Quanto dinheiro tem ou consegue poupar. - Depois de definido o tipo do imóvel e identificar o valor aproximado que será gasto, deve-se avaliar como efetivamente, você irá comprar o bem. Este é o momento de avaliar o seu patrimônio, identificar a parte que pode ser direcionado para a compra do imóvel, e fazer um orçamento para encontrar a sua capacidade de poupança mensal para juntar ainda mais dinheiro. Aproveite esse momento para pesquisar se o valor que definiu em seu objetivo é real e em quais investimentos poderá alocar seus recursos até o momento que for utilizá-los. Para as pessoas com necessidade de ter poupança forçada esse pode ser o momento para a contratação de um consórcio, porém avalie bem os custos do produto que for contratar.

3 – Escolha efetiva do imóvel - Como na etapa 01 já foi definido o imóvel que pretende adquirir, esta parte será mais simples. Não é recomendável ver muitos imóveis antes de realmente avaliar sua capacidade financeira de comprá-lo, caso contrário, corre-se o risco de dar o passo maior que a perna. Dê preferência para imóveis que preencham os requisitos definidos em seu objetivo, mas não deixe de pesquisar – recomenda-se visitar ao menos 7 imóveis, para que a sua negociação seja bem feita e cuidado para não se tornar refém do seu desejo no afã do momento.

4 – Orçamento, Compra e Pagamento - Esse é o momento mais difícil, pois após tudo definido é necessário verificar se seu orçamento continuará positivo após a compra e as despesas do novo imóvel. Depois deverá ir atrás de papéis e financiamentos para efetivar a aquisição.

Veja abaixo algumas formas de adquirir seu imóvel.

Importante observação: Para obter financiamentos costuma ser necessário dar entrada de aproximadamente 20% e o valor da prestação não deve exceder 30% da renda da família. Consulte diversos bancos, pois a taxa de juros pode mudar consideravelmente de uma instituição para outra.

É recomendável que faça um orçamento familiar, considerando não apenas o valor da prestação do novo imóvel mas também os seus custos. Também é sugerido que sobre um pouco de recursos como margem de segurança e para que a família possa investir em outros objetivos para o futuro, como por exemplo, a aposentadoria.

*Artigo publicado no Guia da Casa Própria

por Álvaro L. Baú

            Fácil não é, mas é necessário! Deixemos de lado por alguns instantes a nossa empresa e nosso lado profissional. Foquemos nossa vida pessoal.

            O que ganhamos (salário, remuneração, pró-labore, etc.) é suficiente para cobrir todas as despesas do mês e, principalmente, é suficiente para oferecer uma estabilidade financeira? Com o que ganhamos, conseguimos cumprir nossos compromissos financeiros?

             Independente da resposta, a cada dia torna-se mais importante a elaboração de um orçamento familiar, com a delimitação de metas e objetivos. A disciplina, entendida como o cumprimento rigoroso do planejamento realizado, é fundamental neste processo.

             Como as famílias podem planejar seu orçamento incluindo mesadas para os filhos? E controle financeiro para fazerem jus a todos os compromissos, como mensalidades escolares, de que forma controlar? Quem deve preparar este orçamento? Como deve ser feito? Com que freqüência deve-se dar atenção a ele?

              A resposta pode estar na organização financeira. Sem dúvida alguma, o orçamento familiar deve ser preparado pelo “responsável financeiro” da família.  Esta pessoa, em conjunto com o restante da família, deve estabelecer objetivos comuns (e nada melhor do que uma conversa franca para isso), assim todos estarão engajados, comprometidos e cientes de suas responsabilidades.

             Para a elaboração do orçamento, basta identificar para onde nosso dinheiro está indo, e para descobrir, nada melhor do que a identificação de todas as despesas domésticas, desde o xampu do cachorro até a prestação do financiamento imobiliário.

              Então, siga os seguintes passos:

I. Projete todas suas fontes de receita para um período de 12 meses (janeiro a dezembro). Exemplo:

II. Identifique todas suas despesas fixas e despesas eventuais. Projete estas despesas para um período de 12 meses (janeiro a dezembro). Exemplo:

III. Faça um balanço entre receitas x despesas mensais. Para uma melhor estabilidade financeira, reserve parte da sobra de caixa para a realização de investimentos. Se não houver sobra de caixa, identifique os gastos que podem se reduzidos ou “cortados”.

            Dados de uma pesquisa, realizada pela Fundação Getúlio Vargas, demonstram que os usuários da rede privada de ensino, gastam em média, 23,17% do orçamento familiar com transporte, 11,56% com habitação, 11,41% com alimentação no domicílio, 9,11% com educação, 8,79% com despesas pessoais, 5,33% com roupas e calçados, 5,28% com artigos de residência, o que demonstra uma enorme “competição” entre o gasto com educação e demais despesas cotidianas de uma família. Destacando que o gasto com educação está apenas em 4° lugar na ordem de gastos (maiores informações em www.fenep.com.br).

              Mudar nossa cultura não é nada fácil, mas nada melhor que um bom diálogo com a família para o estabelecimento de prioridades. Certamente, no momento em que as metas forem atingidas, todo sacrifício terá valido a pena.

              Resista às tentações cotidianas. Priorize a educação. Só assim conseguiremos atingir o equilíbrio financeiro e preparar melhor nossos filhos para o futuro.

 

Álvaro L. Baú, administrador e contador, atua na área de assessoria financeira.

 

Na semana que passou, nos dias 25 e 26 de março, aconteceu a Expo Money Curitiba, feira de educação financeira com exposição de fornecedores de serviços de investimentos.

O eventou contou com a participação de milhares de pessoas interessadas em planejamento financeiro e investimentos. Participei de um TalkShow e ministrei uma palestra sobre em que Confiar com Excesso de informações.

Na palestra, falei bastante sobre o volume de informações que temos disponíveis atualmente e quanta ansiedade isso pode gerar - já existem doenças associadas a este fator, como o “dataholic” que são pessoas viciadas em informações. Atualmente, existem 1 trilhão de páginas na Internet, ou seja, quem quer informação não terá tempo vago.

Assim, enfrentamos um grande problema: Qual informação é confiável?

Ofereço três sugestões:

1 - Informação atualizada. Deixe de lado sugestões pontuais que foram escritas há 6 meses ou 1 ano. Por exemplo, o preço justo de uma ação como a Petrobras, com o petróleo em 100 dólares é bem diferente do preço justo com a commoditie abaixo de 60 dólares.

2 - Pesquise a fonte e ofereça sua credibilidade apenas às pessoas honestas.

3 - Busque conhecer as pessoas pessoalmente - olho no olho pode ajudar a verificar se os autores dos artigos e/ou relatórios merecem sua credibilidade.

Sei que tudo isso é difícil, mas nenhuma relação de confiança é construída de um dia para outro. Se fosse assim, as pessoas se casariam um dia após de se conhecerem.

 

Bons investimentos.

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