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Nesse ano estamos passando por uma crise diferente das outras.

Nessa o problema é no pulmão do capitalismo, é crise soberana dos países desenvolvidos. Um barato… nunca visto antes na história RECENTE - Roma passou por um problema similar há séculos atrás, antes de sua queda e devem ter dezenas de outras histórias similares a essa.

De qualquer forma tem sido interessante observar a corrida dos investidores internacionais, correm para todos lugares ao mesmo tempo transparecendo, em alguns casos, que existe muita desinformação - é o caos, tudo correndo para todos os lados ao mesmo tempo. O ser humano tem um viés de achar que é necessário fazer alguma coisa em momento de dificuldade; claro, na idade das pedras se aparecesse um dente de sabre na sua frente era melhor fazer algo mesmo, entretanto no mundo financeiro essa não costuma ser a melhor solução, até porque temos também uma tendência de repetir padrões - vejam a corrida para os títulos públicos norteamericanos (”It is not fly to quality anymore”), e gestores renomados como Bill Gross da PIMCO e economistas como Marc Faber que estão errando até o momento.

Investidor inteligente age com prudência, analisa em períodos de bonança e em momentos como esse apenas observa o mercado, fazendo alguns poucos movimentos simplesmente para aproveitar grandes oportunidades que possam aparecer.

E se alguém me perguntar o que devo fazer, minha resposta será essa: observe e aproveite algumas boas oportunidades e se não o fez dessa vez, se prepare melhor para uma próxima crise.

Mais uma vez o Ibovespa recuou. Em julho apresentou a 4a queda consecutiva (-5,74%). No ano, a rentabilidade está negativa em -15%. O CDI subiu 0,92% e o Ouro 17,8% - com a insegurança em relação à dívida norte americana, o ouro fez nova máxima e pelo incrível que pareça os títulos do tesouro dos EUA voltaram a se valorizar. Parece estúpido, mas “Fly to Quality” continua sendo transferência de dinheiro para os títulos públicos norte americanos.

Enquanto isso…   Empresas mundo a fora estão lucrando como nunca. 75% das empresas que compõe o S&P500 apresentaram crescimento do “Botton Line” e no Brasil apesar de termos poucas divulgações, algumas empresas importantes como Vale e Bradesco também apresentaram lucros maiores.

Isso quer dizer o que? Quer dizer que o mercado de ações brasileiro pode ter ficado barato. Claro que pode ficar ainda mais barato, mas sugiro que aproveitem as OFERTAS de INVERNO.

PS: P/L do Ibovespa está se aproximando dos menores níveis dos últimos dez anos.

Primeiro é necessário definir um perfil e uma meta de rentabilidade. Vamos considerar que a Maria tem o mesmo nível de experiência em todas as modalidade de investimento (talvez nehuma) e espera uma rentabilidade acima do CDI. Considerando que a taxa básica de juros está em 11,75%, que os imóveis subiram em média 20% ao ano nos últimos 5 anos e que a bolsa de valores subiu 17% ao ano nos últimos 10 anos sugiro uma meta de 14% ao ano antes de inflação. CONSIDERANDO INVESTIMENTO DE LONGO PRAZO.

Alocação Sugerida - Valor Total: R$ 1,5 milhão

1 - Renda Fixa: R$ 700 mil - aprox. 12,5% ao ano

a) R$ 200mil em CDB de Banco de Primeira linha - 100% do CDI

b) R$ 200mil em LTN com vencimento em 2015 - 13,1% ao ano

c) R$ 200mil em NTN-B com vencimento em 2024 - 6,18% ao ano + IPCA

d) R$ 100 mil em LF pré de banco de primeira linha com prazo de 2 anos - 13,1% ao ano

2 - Imóveis - Fundos Imobiliários: R$ 300 mil - aprox. 8,7% ao ano + variação da cota

a) R$ 100 mil no CSHG Brasil Shopping - 8,4% ao ano+variação da cota

b) R$ 100 mil no TRX Logística - 8,8% ao ano+variação da cota

c) R$ 100 mil no CSHG Real Estate - 9,02% ao ano+variação da cota

3 - Ações: R$ 300 mil - histórico de 19% ao ano

a) Inva3* - R$ 300mil

*Inva3 é um clube de ações administrado pela Omar Camargo Investimentos, do qual sou representante. Iniciou suas atividades em 2002 e desde então rendeu 19% ao ano.

4 - Fundos Multimercados: R$ 200 mil - 13% ao ano

a) R$ 100 mil - Omar Camargo FIC de FIM

b) R$ 100 mil - CSHG Top 30 FIC de FIM

Acho que é isso Maria… bons investimentos. Agora você pode aplicar todo seu dinheiro que renderá aproximadamente 14% ao ano o que lhe permitirá resgatar aproximadamente R$ 10 mil por mês e corrigir a inflação todo ano.

Por: Juliana Ramalho Batista

 

Podem estar amparados pela emissão de CDB (Certificado de Depósito Bancário), LF (Letra Financeira), Debêntures, Cédula de Crédito Bancário, dentre outros. A característica desses títulos quando na classificação de subordinados é de que na ocorrência de falência da instituição emitente os créditos/direitos de seus titulares somente serão pagos após o pagamento de seus credores principais. Os créditos serão subordinados aos demais credores da companhia, tendo o investidor o direito a receber os créditos de seu patrimônio remanescente apenas antes de seus acionistas.

A Dívida Subordinada assumida pelas instituições emitentes de títulos da categoria subordinados não contam com garantias reais (bens fixos do ativo) ou flutuantes (bens rotativos do ativo), porém normalmente a emissão é realizada por instituições renomadas de grande a médio porte (BB, Itaú, Santander, Bradesco, BNDES, etc) e com aprovação do Banco Central.

Devido à finalidade de alavancagem, reforço do Patrimônio de Referência (reforço da Estrutura de Capital) e alongamento do passivo/obrigações das instituições emitentes, os Títulos Subordinados apresentam prazos/vencimentos mais longos (6 a 7 anos no mercado interno e mais de 10 anos no externo) que os demais títulos e não podem ser resgatados antes de seus vencimentos.

Por apresentarem maior risco que outros investimentos, os títulos subordinados que são investimentos de alto valor, em geral colocados/ofertados a investidores potenciais e qualificados que têm condições de avaliar o risco a ser assumido prometem rentabilidades maiores. CDBs, que em geral são pós-fixados, pagam em média 115% do DI (Depósito Interbancário) ou em média 12% a.a. LFs pagam ainda mais que os CDBs, porém as ofertas públicas de LFs com cláusulas de subordinação são vedadas pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).

 

PS: “Note que o Banco Central não permite que as instituições financeiras emitam Debêntures. Neste caso, as Dívidas Subordinadas seriam uma forma de burlar a norma proibitiva. Somente as empresas de Arrendamento Mercantil (leasing) podem emitir debêntures.” (Fonte: http://www.cosif.com.br)

LTN é pré-fixado.

 

LFT é pós, seguindo a taxa SELIC.

 

NTN-B é corrigido pelo IPCA acrescido de uma taxa de juros.

 

O Pré-fixado é melhor quando os juros que veremos no futuro será menor que o projetado pelo mercado financeiro e o pós é melhor quando os juros efetivamente sobem mais que o esperado. Neste momento, espera-se que os juros subam para 11,75% a.a. até o final de 2011, ou seja, se subir menos que isso as LTN levaram GRANDE vantagem.

NTN-B leva vantagem se os juros reais (diferença entre juros e inflação - 10,75% -4.7% neste momento) forem menores que o esperado, entretanto para o longo prazo pode ser uma boa porque protege contra surtos de inflação.

Vamos comparar a rentabilidade projetada para os próximos 12 meses de um CDB pós fixado para uma LFT em diversos cenários de custos para a LFT e de rentabilidade para o CDB.

O grande impecilho para o investidor do tesouro direto é o elevado custo da CBLC cobrado pela BM&F Bovespa. O percentual de 0,4% é muito, considerando não apenas a taxa de juros atual, mas também o valor cobrado pelas corretoras.

Pasmem, o custo é alto principamente quando vemos o quanto esse mercado vem crescendo. Há apenas 3 anos existiam pouco mais de 60 mil investidores cadastrados com R$ 969 milhões aplicados, enquanto que em julho deste ano há 163 mil investidores com um volume total de R$ 2,9 bilhões. O volume de dinheiro triplicou e os custos continuaram os mesmos.

Conforme a tabela acima o rendimento médio de uma LFT será superior apenas ao CDB que paga 90% do CDI. Tesouro direto não parece ser uma boa opção para investidores que queiram aplicar em LFT, entretanto para LTN e NTN-B pode ser uma boa alternativa, devido a estratégia, pois é difícil encontrar CDBs pré-fixados e menos ainda corrigidos pela inflação.

Abaixo tem a lista de algumas corretoras que cobram diferentes taxas para o investidor que quer aplicar no Tesouro Direto.

Bons investimentos,

Raphael

Apesar dos títulos públicos terem, aparentemente entrado no gosto do investidor e alcançando um valor total vendido de R$ 3,5 bilhões, após ter crescido mais de 1.200% desde 2003, ainda não chegou a ser uma verdadeira opção de investimento para a maioria dos poupadores.  Para efeito de comparação, a Poupança que existe há décadas tem um volume total de depósitos de R$ 335 bilhões e o saldo dos fundos de Curto-prazo, DI e Renda Fixa estão em R$ 665 bilhões. Ou seja, o tesouro direto ainda tem um longo percurso a trilhar, entretanto algumas barreiras precisam ser ultrapassadas. Uma delas é o fato de que os bancos não têm interesse na disseminação desta modalidade de investimento e uma prova disso é que o Itaú cobra a taxa absurda de 4% ao ano e o Bradesco até pouco tempo atrás fazia o mesmo.

Outra dificuldade que o tesouro direto tem que enfrentar é o elevado custo da CBLC, empresa de custódia da BM&F Bovespa, que cobra 0,1% como taxa de negociação e 0,3% ao ano de custódia. Esses valores são um absurdo. A média do custo das instituições financeiras é 0,32%, valor similar ao que cobra a CBLC, que trabalha no atacado. Isso acaba sendo um tiro no próprio pé, pois com esse custo o CDB é muito mais vantajoso que a LFT. Considerando a taxa de juros atual (9,25%aa) o custo do primeiro ano (0,4%) representa 4% do CDI e somando a isso o custo médio das instituições, qualquer CDB que paga míseros 92% do CDI superarão a LFT em rentabilidade.

Claro que para as NTNBs e para as LTNs a situação pode ser um pouco diferente, pois nem sempre é possível comprar CDBs nos bancos com essas características.

Vou lançar uma campanha: “Abaixo à taxa de custódia do Tesouro Direto”.

No final das contas quem sai perdendo é o acionista da BM&F Bovespa, pois fica com um “saldinho” de míseros R$ 3 bi com um mercado de, talvez, R$ 0,5 trilhão para ser explorado.

Analisando as pessoas mais ricas do mundo em 2009 descobrimos uma coisa interessante. Seus rendimentos nos últimos anos foram pífios.

Bilionários Rentab. Anual entre 05 e 09
William Gates III -3,69.
Warren Buffett -4,24.
Carlos Slim Helu & family 18,33.
Lawrence Ellison 5,16.
Ingvar Kamprad & family -1,11.
Karl Albrecht 3,83.
Mukesh Ambani 29,19.
Lakshmi Mittal -6,26.
Theo Albrecht 4,94.
Amancio Ortega 9,78.
Jim Walton -0,55.
Alice Walton -0,56.
Christy Walton & family -0,83.
S Robson Walton -0,56.
Bernard Arnault -0,74.
Li Ka-shing 5,66.
Michael Bloomberg 33,75.
Stefan Persson 6,67.
Média 5,49.

Dos 18 maiores bilionários apenas 3 conseguiram rendimentos de dois dígitos ao ano nos últimos 4 anos. Se eles não conseguem ganhar muito, por que encontramos dezenas e dezenas de investidores querendo ganhar 2%, 3%, 4% ao mês?

Até o dia 10 de dezembro instituições financeiras de todo o Brasil estarão recebendo propostas para a oferta pública de debêntures da BNDESPar.
 
São duas séries:
1 - Pré-fixada:
Rentabilidade: aproximadamente 12,8% ao ano
Prazo: jan/2013
Pagamentos: Juros + principal no vencimento
Liquidez: Negócios na Bovespa (BovespaFix)
Custo para compra: Não há custo de corretagem para compra.
Atratividade: Se a taxa Selic (taxa básica de juros e referência para os investimentos em nosso país) permanecer abaixo de 12% ao ano, o investidor dessa debênture levará vantagem. Lembramos que atualmente a taxa básica de juros (SELIC/CDI) está em 8.75% ao ano e projeta-se que subirá para 10,5% até o final de 2010 (informações segundo Relatório Focus do Bacen - http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/R20091120.pdf). 
 
2 - Indexada ao IPCA
Rentabilidade: aproximadamente 7% ao ano + IPCA
Prazo: jan/2015
Pagamentos: Juros anual a partir de jan/2012 + principal corrigido pelo IPCA no vencimento
Liquidez: Negócios na Bovespa (BovespaFix)
Custo para compra: Não há custo de corretagem para compra.
Atratividade: Se a diferença entre a taxa Selic e o IPCA permanecer abaixo de 7% ao ano, o investidor dessa debênture levará vantagem. Lembramos que atualmente a taxa básica de juros (SELIC/CDI) está em 8.75%  e o IPCA projetado para 2010 é de 4,4%. Projeta-se que essa diferença será de aproximadamente 5,2% em 2010 (informações segundo Relatório Focus do Bacen - http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/R20091120.pdf).
 
Se desejar fazer uma oferta, talvez seja melhor não condicioná-la a uma taxa de juros mínima, tampouco dar possibilidade de migrar para a outra série (informe ao seu corretor: Modalidade 02 sem taxa mínima, caso seja essa a sua escolha).
 

Apesar das Bolsas de Valores balançarem ao redor do mundo no final do mês, o fechamento do mercado de ações brasileiro terminou positivo.

Ao longo de outubro, os analistas e economistas consultados pelo Banco Central passou a crer efetivamente, que a economia do Brasil crescerá neste ano e que a taxa de juros subirá para 10,5% ao longo de 2010. O dólar, como não podia ser diferente permaneceu em queda, mesmo após a medida do governo de taxar em 2% a entrada de recursos estrangeiros no país. Sob o meu ponto de vista, essa medida foi efetivamente para elevar as receitas do governo e como desculpa para a população, falou-se que é para conter a valorização do Real.

Um dado que preocupou foram as contas públicas do governo, que apresentaram o pior mês de setembro desde 1991. Poderemos ver uma piora no risco país e consequentemente nos demais ativos como bolsa, imóveis e títulos pré-fixados.

Rentabilidades

CDI………0,69%

IBOV…….0,04%

Dólar……-1,92%

IPC-M……0,03%

Perspectivas: Me parece que as coisas continuarão bem até o final do ano, mas há algo no horizonte, talvez relacionado às contas públicas do Brasil.

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