A compra de um imóvel é o desejo da grande maioria das famílias brasileiras, porém quando não planejada, pode se tornar um pesadelo. O resultado de um mau planejamento foi visto nesta última crise, pois a maior economia do mundo não conseguiu controlar o impulso de oferecer casas mais caras do que a capacidade de pagamento dos compradores. Analisando de forma micro, encontramos diversos casos de pessoas e famílias que, por falta de planejamento, viram seus sonhos ir pelo ralo ou até mesmo um relacionamento de anos acabar. Vou contar um caso para vocês:

Este é caso o Sr. Everaldo, casado com Marli e pai do Bruno e do Thiago. Após anos e anos de economia conseguiram construir a casa dos seus sonhos. Ficava em uma esquina de uma região privilegiada da cidade em que moravam. Tinha uma suíte para cada um dos filhos, 2 salas, garagem coberta para três carros e uma ampla área de lazer com espaço separado para a futura piscina. Depois de um ano morando naquele espaço maravilhoso a família se deu conta que as despesas crescentes, devido à entrada de um dos filhos no ensino médio, estavam consumindo todos os rendimentos do casal, mesmo com muita economia. Depois de dois anos se mudaram para uma casa menor. Segundo o patriarca, isso foi feito porque ele se viu escravo daquilo que um dia parecia ser seu sonho. Porém, descobriu que não estava preparado financeiramente para a casa, apenas depois da construção. – tão difícil quanto conquistar o seu sonho é mantê-lo, comentava ele ao falar de sua história.

Esse é um exemplo do que pode acontecer com famílias que planejam mal a conquista de sua casa própria, porém de maneira alguma, alguém deve desistir de um sonho tão importante, deve apenas planejar, ter disciplina e paciência, para que a conquista seja prazerosa e perene.

Mas como planejar a compra de uma casa? Sugiro separar em 4 etapas:

 

1 – Definição do Objetivo - A primeira etapa é definir exatamente o tamanho do seu sonho, qual o imóvel que gostaria de comprar, quanto ele custará e quando pretende adquirí-lo. Lembre-se sempre de separar uma parte do orçamento para pagamento de impostos (ITBI) e provável reforma e mobília para a nova casa. Exemplo: Quero comprar um apartamento de 100 m2, com 3 quartos, duas vagas no bairro do Morumbi por até R$ 300 mil.

 

2 – Quanto dinheiro tem ou consegue poupar. - Depois de definido o tipo do imóvel e identificar o valor aproximado que será gasto, deve-se avaliar como efetivamente, você irá comprar o bem. Este é o momento de avaliar o seu patrimônio, identificar a parte que pode ser direcionado para a compra do imóvel, e fazer um orçamento para encontrar a sua capacidade de poupança mensal para juntar ainda mais dinheiro. Aproveite esse momento para pesquisar se o valor que definiu em seu objetivo é real e em quais investimentos poderá alocar seus recursos até o momento que for utilizá-los. Para as pessoas com necessidade de ter poupança forçada esse pode ser o momento para a contratação de um consórcio, porém avalie bem os custos do produto que for contratar.

 

3 – Escolha efetiva do imóvel - Como na etapa 01 já foi definido o imóvel que pretende adquirir, esta parte será mais simples. Não é recomendável ver muitos imóveis antes realmente de se ter avaliado sua capacidade financeira de comprá-lo, caso contrário, corre-se o risco de dar o passo maior que a perna. Dê preferência para os móveis que preenchem os requisitos definidos em seu objetivo, mas não deixe de pesquisar – recomenda-se visitar ao menos 7 imóveis, para que a sua negociação seja bem feita e cuidado para não se tornar refém do seu desejo no afã do momento.

 

4 – Orçamento, Compra e Pagamento - Esse é o momento mais difícil, pois após tudo definido é necessário verificar se seu orçamento continuará positivo após a compra e as despesas do novo imóvel. Depois deverá ir atrás de papéis e financiamentos para efetivar a aquisição.

Veja abaixo algumas formas de adquirir seu imóvel.

Importante observação: Para obter financiamentos costuma ser necessário dar entrada de aproximadamente 20% e o valor da prestação não deve exceder 30% da renda da família. Consulte diversos bancos, pois a taxa de juros pode mudar consideravelmente de uma instituição para outra.

É recomendável que se faça um orçamento familiar, considerando não apenas o valor da prestação do novo imóvel mas também os seus custos. Também é sugerido que sobre um pouco de recursos como margem de segurança e para que a família possa investir em outros objetivos para o futuro, como por exemplo, a aposentadoria.

 

*Artigo publicado no Guia da Casa Própria


            Conforme prometido, efetuamos uma análise do mercado imobiliário brasileiro e internacional e comparamos aos preços de setembro de 2007, quando efetuamos essa mesma análise.

            Foram selecionados imóveis de 5 cidades, sendo duas no Brasil, uma nos EUA e duas em outros países da América Latina. A maior diferença encontrada foi a forte queda de imóveis na cidade preferida das crianças, Orlando. De setembro de 2007 até junho de 2009, a queda nos preços em REAL foi de mais de 40%. Como nesse período o dólar permaneceu estável, a oscilação se deu por conta da queda nos preços dos imóveis.

Fontes: ImóveisCuritiba, Guia São Paulo Imóveis, Yahoo/Real Estate, Inmo México e PortalInMobiliário

          Curitiba foi uma cidade que impressionou, pois seus apartamentos estão entre os imóveis mais caros, junto com os apartamentos de São Paulo. Essa característica fica ainda mais aparente se avaliarmos os imóveis novos, que costumam ser mais caros. A maior cidade do Brasil apresenta forte valorização no preço de casas, mas isso se deve ao fato de que, na pesquisa passada pegamos apenas residências de condomínios fechados e por lá esses locais costumam ser muito afastados.

          O que o investidor deve fazer?

          Se fosse para escolher o melhor local para investir, eu diria que é Orlando, mas apenas se o comprador conseguir financiar uma parte com taxas pré-fixadas. Os imóveis por lá não terão uma recuperação fácil, porém, a inflação dos próximos anos vai “engolir” o saldo devedor dos mutuários.

          “Voltando à Terra”, o que pode fazer os investidores do Brasil? Comprar, mas escolher com cautela. Os imóveis já subiram muito, porém 3 fatores justificam a continuidade da alta:

1 – Queda nos juros (em junho, a CEF anunciou queda nos juros de empréstimos para compra da casa própria);

         2 – Incentivos do Governo (programa minha casa minha vida e incentivos fiscais – IPI);

         3 – A crise pressionou construtoras a desacelerarem seus lançamentos.


         No dia 10, o COPOM (Comitê de política monetária do banco central) se reuniu e reduziu a taxa básica de juros para 9,25% ao ano.

A poupança passou a ser a melhor aplicação?

Não! Abaixo, é possível observar uma comparação de rentabilidade entre Poupança, Fundos, Títulos Públicos e CDB.

A poupança será superior apenas aos fundos DI ou RF com taxas de administração acima de 1%, porém é inferior às demais aplicações. Na tabela acima, foi considerada alíquota de IR de 20% (entre 6 meses e 1 ano), ou seja, para os investidores de maior prazo, a diferença fica ainda maior. A rentabilidade da LFT – Tesouro Direto também poderá ser superior se o investidor escolher uma instituição que cobre menos (projetamos 0,3% ao ano) e o retorno do CDB também pode ser maior já que é possível encontrar CDBs de bancos de segunda linha com rentabilidades superior a 98% do CDI, mesmo para valores abaixo de R$ 10 mil.


O mercado financeiro surpreendeu positivamente e o otimismo tomou conta das mais variadas aplicações.

O mercado de ações subiu mais de 12% no mês.

A taxa de juros projetada para janeiro/2010 caiu para 9,2% ao ano.

Fundos Imobilários sobem aproximadamente 25% nos últimos 3 meses.

O Dólar recuou 10%.

O risco brasil despencou 17%.

Os títulos públicos pré-fixados (LTN) e indexados ao IPCA (NTNB) subiram 1,7% e 7% aproximadamente, apenas neste mês.

No exterior, a maior mudança foi a abrupta queda na taxa LIBOR (taxa de juros do mercado interbancário, equivalente ao nosso CDI) desde o ápice da crise, em outubro de 2008.

Havia comentado em outros “posts” que o dinheiro do mundo estava represado nos títulos públicos norte-americanos e começaria a voltar para seus devidos lugares. Está acontecendo justamente isso e o Brasil como, atualmente, é um dos países em crescimento mais estável do mundo, o dinheiro está vindo e fazendo nossos mercados alcançarem os atuais níveis.

Vai subir mais? Não sei, mas acho que a liquidez atual pode ser superior ao valor antes da crise, ou seja, como o dinheiro manda no mercado, pode continuar subindo em um bom ritmo.

Bons Investimentos,

Raphael


por Álvaro L. Baú

            Fácil não é, mas é necessário! Deixemos de lado por alguns instantes a nossa empresa e nosso lado profissional. Foquemos nossa vida pessoal.

            O que ganhamos (salário, remuneração, pró-labore, etc.) é suficiente para cobrir todas as despesas do mês e, principalmente, é suficiente para oferecer uma estabilidade financeira? Com o que ganhamos, conseguimos cumprir nossos compromissos financeiros?

             Independente da resposta, a cada dia torna-se mais importante a elaboração de um orçamento familiar, com a delimitação de metas e objetivos. A disciplina, entendida como o cumprimento rigoroso do planejamento realizado, é fundamental neste processo.

             Como as famílias podem planejar seu orçamento incluindo mesadas para os filhos? E controle financeiro para fazerem jus a todos os compromissos, como mensalidades escolares, de que forma controlar? Quem deve preparar este orçamento? Como deve ser feito? Com que freqüência deve-se dar atenção a ele?

              A resposta pode estar na organização financeira. Sem dúvida alguma, o orçamento familiar deve ser preparado pelo “responsável financeiro” da família.  Esta pessoa, em conjunto com o restante da família, deve estabelecer objetivos comuns (e nada melhor do que uma conversa franca para isso), assim todos estarão engajados, comprometidos e cientes de suas responsabilidades.

             Para a elaboração do orçamento, basta identificar para onde nosso dinheiro está indo, e para descobrir, nada melhor do que a identificação de todas as despesas domésticas, desde o xampu do cachorro até a prestação do financiamento imobiliário.

              Então, siga os seguintes passos:

I. Projete todas suas fontes de receita para um período de 12 meses (janeiro a dezembro). Exemplo:

II. Identifique todas suas despesas fixas e despesas eventuais. Projete estas despesas para um período de 12 meses (janeiro a dezembro). Exemplo:

III. Faça um balanço entre receitas x despesas mensais. Para uma melhor estabilidade financeira, reserve parte da sobra de caixa para a realização de investimentos. Se não houver sobra de caixa, identifique os gastos que podem se reduzidos ou “cortados”.

            Dados de uma pesquisa, realizada pela Fundação Getúlio Vargas, demonstram que os usuários da rede privada de ensino, gastam em média, 23,17% do orçamento familiar com transporte, 11,56% com habitação, 11,41% com alimentação no domicílio, 9,11% com educação, 8,79% com despesas pessoais, 5,33% com roupas e calçados, 5,28% com artigos de residência, o que demonstra uma enorme “competição” entre o gasto com educação e demais despesas cotidianas de uma família. Destacando que o gasto com educação está apenas em 4° lugar na ordem de gastos (maiores informações em www.fenep.com.br).

              Mudar nossa cultura não é nada fácil, mas nada melhor que um bom diálogo com a família para o estabelecimento de prioridades. Certamente, no momento em que as metas forem atingidas, todo sacrifício terá valido a pena.

              Resista às tentações cotidianas. Priorize a educação. Só assim conseguiremos atingir o equilíbrio financeiro e preparar melhor nossos filhos para o futuro.

 

Álvaro L. Baú, administrador e contador, atua na área de assessoria financeira.


Ibovespa chegou nos 52mil pontos. No dia 15 de janeiro, escrevi que a bolsa deveria vir para 48 mil, mas subiu mais rápido do que imaginava.

Olhando o mercado agora tenho duas visões:

1. Algumas empresas como a maioria das elétricas, alguns bancos e talvez a Petrobras parecem não estar mais tão baratas como estavam há três meses, quando convoquei as pessoas a cantar mantras de compra de ações. Ou seja, o investidor pode agora, diminuir um pouco a sua parcela de investimentos no mercado de renda variável (principalmente se comprou mais ações no início do ano) e ser mais criterioso na escolha de empresas que pretende ficar sócio.

2. Essa é mais complexa: A crise acabou?

Eu acredito que crise não acaba nunca, elas vão e voltam. Porém, o risco do sistema financeiro mundial ruir ACABOU. E como as bolsas antecipam os movimentos da economia real, a ausência de uma grande depressão econômica no horizonte fez com que o mercado de ações se recuperasse.

Entretanto, agora veremos outra crise no horizonte: Crise de confiança no tesouro americano, queda no dólar e volta da inflação mundial. Como e quando isso ocorrerá eu não tenho idéia. Qual será o impcato também não sei ainda, mas vê-se uma nova nuvem se formando.

“Lidar com incertezas…” Não é Enio? Se o leitor não compreendeu esse comentário, leia o texto abaixo sobre Risco Operacional.

Por isso eu admiro a Vela . . .  Investimentos é como velejar. Tempestades não acabam definitivamente, elas vão e voltam. Quem viu minha palestra na Expomoney Curitiba deste ano sabe do que estou falando.

Raphael Cordeiro, CFP, CNPI


por Enio Ribeiro

         Lidar com a incerteza e analisar riscos sempre foram características muito fortes da atividade bancária. A globalização, a pressão competitiva do sistema financeiro e o desenvolvimento tecnológico estão tornando as atividades bancárias e seus riscos cada vez mais complexos e, sobretudo em um momento em que as atenções de grande parte da sociedade encontram-se voltadas para a crise mundial e seus desdobramentos, o gerenciamento de riscos operacionais e a governança corporativa vêm novamente à tona.

          Embora sempre estivesse presente nos negócios, tanto em instituições financeiras quanto nos demais tipos de empresas, a expressão “risco operacional” ganhou especial significado após alguns desastres financeiros na década de 90 (Bankers Trust - 1994, Credit Lyonnais - 1994, Barings - 1995, Daiwa Bank - 1995, Nacional - 1995, Sumitomo - 1996, para citar alguns), o que levou os órgãos reguladores à conclusão de que não era suficiente para a indústria financeira gerenciar corretamente apenas os riscos de crédito e mercado havia também a necessidade de manter sob controle os riscos operacionais. Por definição, risco operacional é o risco de perda direta ou indireta, resultante de inadequações ou falhas de processos internos, pessoas, sistemas e/ou eventos externos e é inerente a todas as unidades da instituição.

          Ao contrário dos outros riscos, os quais são gerenciados de forma centralizada, o gerenciamento dos riscos operacionais é de responsabilidade de cada unidade, esta tem o dever de identificar, avaliar e classificar seus riscos operacionais, estimulando uma cultura organizacional adequada de riscos. O fator “pessoas” tende a ser a origem da maioria das perdas operacionais que inevitavelmente surgem, seja por erro ou intenção, por isso cada colaborador é responsável pelo gerenciamento dos riscos operacionais através da garantia do cumprimento de normas e políticas de procedimentos internos e da qualidade do trabalho exercido. Todos nós devemos estar cientes desta responsabilidade e darmos nossa parcela de contribuição para a eficiência do gerenciamento de riscos operacionais.

          Em momentos de turbulência surgem grandes oportunidades de melhoria, por isso devemos aproveitar este momento para aumentarmos nossa vantagem competitiva através da redução de perdas operacionais aumentando nossa reputação junto aos clientes, investidores e reguladores, alinhando assim, a relação risco-retorno à estratégia da organização.

          A disciplina na gestão de riscos operacionais é fundamental para o progresso da nossa organização e contribui com a responsabilidade social corporativa por meio de incentivo ao comportamento ético e socialmente responsável, evitando condutas indesejadas ou inadequadas.

Enio Ribeiro é engenheiro, gerente de risco operacional


O Ibovespa fechou com forte alta no mês de abril + 15,5%. Em maio já sobe 9%. O que está acontecendo?

A crise de crédito internacional acabou. Pelo menos, é isso que indica a taxa Libor (taxa de juros do mercado interbancário internacional) e o TED Spread (diferença entre a taxa Libor e a taxa dos títulos norte-americanos de curto prazo, T-Bill). Este está no nível mais baixo desde o 1o trimestre do ano passado e demonstra que a confiança do investidor voltou ao mercado interbancário, ou seja, um banco está confiando que o outro pagará seus compromissos. Como esse mercado é o “atacado” do crédito, o dinheiro volta a fluir. 

Fonte: Omar Camargo Corretora

Sequência da crise:

Desconfiança nas instituições financeiras >>> Falta de crédito >>> queda no preço dos ativos >>> Alta do Juros interbancário (LIBOR) >>> Inundação de dinheiro pelos Bancos Centrais >>> volta da confiança >>> queda nos juros interbancário >>> apreciação dos ativos e possível inflação

Estamos nesta última fase e o dinheiro que estava represado nos títulos norte-americanos voltam para os outros mercados (UM DELES É A BOVESPA). Entraremos, agora, em uma etapa onde a inflação dos países desenvolvidos ditará as regras. Protejam-se, mas lembrem que a melhor defesa é o ATAQUE.

 


Terminaram e enviaram suas declarações de imposto de renda?

Acabei de enviar a última das 9 que fiz neste ano. É muito difícil, iniciei há 15 dias e a cada dois dias lembrava de um documento de uma declaração que estava faltando. A falta de conhecimento e de organização atrapalha muito. Todos devem organizar as informações para facilitar o trabalho no momento de efetuar a declaração e mesmo assim não recomendo que ninguém que tem investimentos e movimenta patrimônio envie a declaração logo que preenchê-la. Muitas coisas serão lembradas depois.

Descobri um BUG (ERRO) na declaração de IR deste ano. Quando se coloca o ganho com Renda Variável ele automaticamente calcula o “Imposto a Pagar” e abaixo o contribuinte insere o valor do “Imposto Pago”.  Claro que estes dois valores precisam ser iguais, porém como podem ver na imagem abaixo o sistema acusa ERRO equivocadamente. Tem como corrigir, basta selecionar o icone e inserir o “Imposto a Pagar” na mão.

 


Tenho lido e escutado muita gente comentar que o mercado financeiro mundial precisa de regulamentação. Desde Armínio Fraga, passando por Timothy Geithner indo até Mirian Leitão e Lula.

Pasmem, ninguém explicita qual regulamentação precisa melhorar, o que tem que mudar.

Mais espantado fico quando observo que a primeira mudança efetuada, foi na realidade uma “desregulamentação”. A mudança das regras de marcação à mercado de ativos de bancos nos Estados Unidos promovida em carater de urgência pela FASB ( Financial Accounting Standards Board), instituição privada que promove os padrões de contabilização, minimizou a regulamentação sobre os bancos que possuem ativos podres.

Não que eu seja contra essa atuação, talvez ela promova a confiança do mercado e do consumidor, mas não me venham com desculpas esfarrapadas sobre a regulamentação do mercado. Fannie Mae e Fredie Mac eram provavelmente umas das empresas mais regulamentadas e foram as primeiras a quebrar. 

Acredito que essa história de regulamentação é uma retórica para esconder problemas maiores, como por exemplo a intervenção do governo no sistema bancário e o peso das decisões de bancos centrais no futuro econômico dos países.

 

Bons Investimentos,

 

Raphael Cordeiro